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Questão de Biomedicina - Análises Clínicas — Biologia Molecular em Biomedicina — CESPE / CEBRASPE 2025

Biomedicina - Análises ClínicasBiologia Molecular em Biomedicina
Código
ce202371
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
EMBRAPA
Ano
2025
Nível
Médio
Cargo
Técnico – Área: Laboratório E Campos Experimentais – Subárea: Bioquímica E Biologia Molecular
A respeito dos métodos de sequenciamento de 1.ª, 2.ª e 3.ª geração, julgue o item que se segue.Entre as vantagens das tecnologias de sequenciamento de terceira geração está o fato de elas fazerem o sequenciamento de moléculas únicas, sem exigência de amplificação do DNA.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Sequenciamento de terceira geração: molécula única sem amplificação

CERTO. As tecnologias de sequenciamento de terceira geração, como PacBio e Nanopore, caracterizam-se justamente por sequenciar moléculas únicas de DNA, sem a necessidade de amplificação prévia por PCR — diferentemente das plataformas de segunda geração (Illumina, Ion Torrent), que exigem etapas de amplificação em ponte ou em emulsão. Essa é uma das principais vantagens dessas tecnologias, conforme a literatura especializada.

O sequenciamento de DNA evoluiu em gerações, cada uma com princípios e limitações próprias. A primeira geração (método de Sanger, 1977) baseia-se na síntese de DNA com didesoxinucleotídeos terminadores de cadeia, exigindo amplificação prévia e produzindo leituras curtas. A segunda geração (NGS — Illumina, Ion Torrent, 454 Roche) realiza o sequenciamento massivo em paralelo, mas também depende de amplificação clonal dos fragmentos — seja por PCR em ponte (Illumina), seja por PCR em emulsão (454, Ion Torrent) — para gerar sinais detectáveis. A terceira geração (PacBio e Nanopore) rompe com esse paradigma: sequencia uma única molécula de DNA em tempo real, sem amplificação, permitindo leituras longas e a detecção de modificações epigenéticas.

A vantagem central da terceira geração é a eliminação da amplificação, o que evita erros introduzidos pela PCR (como mutações espontâneas e viés de amplificação) e permite sequenciar diretamente a molécula original. O PacBio utiliza a tecnologia SMRT (Single-Molecule Real-Time), em que uma DNA polimerase imobilizada em um poço (ZMW) incorpora nucleotídeos fluorescentes em uma única molécula molde, detectando a fluorescência em tempo real. O Nanopore, por sua vez, faz a molécula de DNA atravessar um poro proteico, e cada base gera uma alteração característica na corrente iônica — sem necessidade de síntese ou amplificação.

A distinção crucial que a banca explora é entre a necessidade de amplificação na segunda geração e a ausência dela na terceira. Enquanto o Illumina exige a formação de clusters (milhares de cópias do mesmo fragmento) para gerar sinal detectável, o PacBio e o Nanopore leem uma única molécula. Essa diferença tem implicações práticas: a terceira geração produz leituras muito mais longas (médias de ~20.000 pb no PacBio, e leituras ainda maiores no Nanopore), facilitando a montagem de genomas completos, mas com taxas de erro mais altas que a segunda geração.

A pegadinha desta questão é sutil: o candidato pode confundir as gerações e associar a amplificação a todas elas, ou inverter as características. A banca afirma que a terceira geração sequencia moléculas únicas sem amplificação — e isso é exatamente o que a literatura descreve. O erro comum seria pensar que todas as tecnologias de NGS exigem amplificação, mas a terceira geração é justamente a exceção que define sua vantagem.

Guarde o critério decisivo: segunda geração = amplificação obrigatória; terceira geração = molécula única, sem amplificação. É nessa fronteira que a questão se resolve.

11ª geração (Sanger)
Síntese com didesoxinucleotídeos
Exige amplificação (PCR)
Leituras curtas (~1.000 pb)
22ª geração (NGS)
Illumina, Ion Torrent
Exige amplificação clonal
Ponte ou emulsão
Leituras curtas (~150-300 pb)
33ª geração
PacBio (SMRT)
Nanopore
Molécula única
Sem amplificação
Leituras longas (~20.000 pb+)
Sequenciamento de DNA
LEVELsoulevel.com.br
Sequenciamento de DNA: 1ª geração (Sanger) (Síntese com didesoxinucleotídeos, Exige amplificação (PCR), Leituras curtas (~1.000 pb)); 2ª geração (NGS) (Illumina, Ion Torrent, Exige amplificação clonal, Ponte ou emulsão, Leituras curtas (~150-300 pb)); 3ª geração (PacBio (SMRT), Nanopore, Molécula única, Sem amplificação, Leituras longas (~20.000 pb+))

Item — ✅ CERTO

A afirmação está correta. As tecnologias de terceira geração (PacBio e Nanopore) sequenciam moléculas únicas de DNA sem exigir amplificação prévia. O PacBio utiliza a tecnologia SMRT, em que uma única molécula é replicada por uma DNA polimerase imobilizada, com detecção em tempo real da incorporação de nucleotídeos fluorescentes. O Nanopore faz a molécula atravessar um nanoporo, detectando alterações na corrente iônica características de cada base. Em ambos os casos, não há etapa de PCR ou amplificação clonal, o que constitui uma vantagem sobre a segunda geração (Illumina, Ion Torrent), que depende de amplificação para gerar sinais detectáveis.

PEGA ESSA DICA!

Para fixar, compare as gerações:

Geração

Exemplos

Amplificação

Leitura

Sanger

Sim (PCR)

Curta (~1.000 pb)

Illumina, Ion Torrent

Sim (ponte/emulsão)

Curta (~150-300 pb)

PacBio, Nanopore

Não

Longa (~20.000 pb+)

Na prova, a palavra-chave é "molécula única" — se aparecer, é terceira geração.

Gabarito: ✅ CERTO

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