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Questão de Biomedicina - Análises Clínicas — Biologia Molecular em Biomedicina — CESPE / CEBRASPE 2025

Biomedicina - Análises ClínicasBiologia Molecular em Biomedicina
Código
ce202383
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
EMBRAPA
Ano
2025
Nível
Médio
Cargo
Técnico – Área: Laboratório E Campos Experimentais – Subárea: Bioquímica E Biologia Molecular
Em relação ao processo epigenético e às técnicas empregadas em estudos epigenômicos, julgue o item que se segue.Na técnica conhecida como MSP (methylation-specific PCR), o bisulfito de sódio é usado para converter citosinas não metiladas em uracil, o que facilita a diferenciação entre citosinas metiladas e não metiladas.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Methylation-specific PCR (MSP) e o tratamento com bissulfito de sódio

Gabarito: ✅ CERTO. Na técnica de MSP, o tratamento do DNA com bissulfito de sódio converte citosinas não metiladas em uracil, enquanto as citosinas metiladas permanecem inalteradas — essa diferença química é exatamente o que permite distinguir, por PCR, o DNA metilado do não metilado. A afirmação do enunciado descreve corretamente o princípio fundamental da técnica.

A metilação do DNA é uma das marcas epigenéticas mais estudadas e consiste na adição covalente de um grupo metil à posição 5 do anel da citosina, formando a 5-metilcitosina. Esse evento ocorre predominantemente em ilhas CpG — regiões ricas em dinucleotídeos citosina-guanina — e está associado ao silenciamento gênico. Para estudar esse padrão de metilação, uma das estratégias mais utilizadas é a conversão química do DNA por bissulfito de sódio, que é a base da técnica de MSP.

O tratamento com bissulfito de sódio promove a desaminação das citosinas não metiladas, convertendo-as em uracil. As citosinas metiladas, por sua vez, são protegidas dessa conversão e permanecem como citosina. Após a conversão, o DNA é submetido à PCR com dois pares de iniciadores (primers) específicos: um par desenhado para reconhecer a sequência contendo citosinas (que indica DNA metilado) e outro par para reconhecer a sequência contendo uracilas (que indica DNA não metilado). Assim, a presença de produto de amplificação com um ou outro par de primers revela o status de metilação da região analisada.

Na prática, imagine uma amostra de DNA tumoral em que se deseja verificar se o promotor de um gene supressor de tumor está metilado. Após o tratamento com bissulfito, se o gene estiver metilado, os primers específicos para a sequência metilada amplificam; se não estiver, os primers para a sequência não metilada amplificam. Essa diferenciação é possível justamente porque o bissulfito converte citosinas não metiladas em uracil, criando sequências distintas que podem ser distinguidas por PCR.

A pegadinha que a banca poderia explorar seria inverter o efeito do bissulfito, afirmando que ele converte citosinas metiladas em uracil — o que é incorreto. A conversão atinge apenas as citosinas não metiladas; as metiladas permanecem intactas. O enunciado, no entanto, descreve corretamente o processo, sem cair nessa armadilha.

  1. 1Tratamento com bissulfito
  2. 2Citosina não metilada → uracil
  3. 3Citosina metilada → inalterada
  4. 4PCR com primers específicos
  5. 5Amplificação indica metilação
LEVEL · soulevel.com.br
NÃO CAIA NESSA!

A banca pode trocar o alvo da conversão: o bissulfito converte citosinas não metiladas em uracil, e não as metiladas. As citosinas metiladas são protegidas da desaminação e permanecem como citosina — é essa diferença que os primers da MSP exploram. Fique atento a essa inversão clássica.

CERTO.

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