Questão de Biologia — Origem e evolução da vida — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce205276
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- ICMBIO
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista Ambiental
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
❌ ERRADO. A afirmação está incorreta porque a baixa fecundidade não é o principal fator determinante para a extinção de todos os táxons — o risco de extinção é multifatorial e varia conforme a espécie, o ambiente e as ameaças específicas. Fatores como perda de habitat, introdução de espécies exóticas, caça/pesca predatória, poluição e mudanças climáticas frequentemente têm impacto mais imediato e severo do que a fecundidade. A fecundidade é apenas um dos muitos atributos da história de vida que influenciam a vulnerabilidade, e sua importância relativa depende do contexto ecológico.
A banca explora aqui uma generalização indevida: transformar um fator que pode ser relevante para alguns grupos (como grandes mamíferos de reprodução lenta) em uma regra universal aplicável a "todos os táxons". Em biologia da conservação, o risco de extinção é avaliado por múltiplos critérios — tamanho populacional, distribuição geográfica, declínio populacional, ameaças diretas — e não por um único atributo demográfico. Espécies com alta fecundidade (como muitos insetos e peixes) também podem estar ameaçadas por destruição de habitat, enquanto espécies com baixa fecundidade (como elefantes e baleias) podem persistir se o ambiente for protegido. A palavra "todos" é o gatilho da pegadinha: qualquer afirmação que generalize um fator para todos os táxons é cientificamente insustentável.
A afirmativa está errada porque o risco de extinção é determinado por uma combinação de fatores biológicos e ambientais, e não por um único atributo como a fecundidade. A baixa fecundidade pode aumentar a vulnerabilidade de algumas espécies (especialmente aquelas com cuidado parental prolongado e baixa taxa de reposição), mas não é o principal fator para todos os táxons. Por exemplo, espécies com alta fecundidade, como muitos anfíbios e peixes, podem estar criticamente ameaçadas devido à perda de habitat ou a doenças, enquanto espécies com baixa fecundidade, como aves de rapina, podem ter populações estáveis se as ameaças forem controladas. A afirmação também ignora fatores como perda de habitat, fragmentação, espécies invasoras, poluição e mudanças climáticas, que são frequentemente os principais determinantes de extinção em escala global. Portanto, a generalização "todos os táxons" é cientificamente incorreta.
A banca usa a palavra "todos" para forçar uma generalização. Em questões de biologia, termos absolutos como "sempre", "nunca" e "todos" quase sempre indicam uma afirmação falsa, pois a natureza é cheia de exceções. Aqui, a pegadinha é transformar um fator que pode ser relevante para alguns grupos (baixa fecundidade) em uma regra universal. Lembre-se: risco de extinção é multifatorial — fecundidade é apenas um dos muitos fatores, e nem sempre o principal.
Para questões sobre risco de extinção, lembre-se dos fatores determinantes mais cobrados: perda/fragmentação de habitat, espécies invasoras, superexploração (caça/pesca), poluição, mudanças climáticas e doenças. A fecundidade é um fator demográfico que influencia a capacidade de recuperação populacional, mas não é o principal determinante universal. Quando a questão trouxer "todos", "sempre" ou "nunca", desconfie e procure a exceção.
Gabarito: letra E (ERRADO).
Link permanente: /questoes/ce205276