Questão de Biologia — Origem e evolução da vida — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce205277
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- ICMBIO
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista Ambiental
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: ERRADO. A afirmativa está incorreta porque os órgãos vestigiais não são estruturas funcionais e não surgem "sem interferência nos genes" — eles são estruturas atrofiadas, com função reduzida ou ausente, que resultam de mudanças evolutivas (incluindo alterações genéticas) e servem como evidência de ancestralidade comum, não de cooptação evolutiva.
A cooptação evolutiva (ou exaptação) é o processo pelo qual uma estrutura que evoluiu para uma função passa a desempenhar outra função diferente. O exemplo clássico é o das penas das aves, que provavelmente surgiram para isolamento térmico e depois foram "cooptadas" para o voo. Já os órgãos vestigiais são estruturas que perderam a função original ao longo da evolução, como o apêndice vermiforme humano, o cóccix e o dente do siso. Eles são evidências de evolução por indicarem parentesco com espécies ancestrais que possuíam essas estruturas funcionais.
A afirmativa comete dois erros conceituais: primeiro, ao dizer que os órgãos vestigiais são "estruturas funcionais" — na verdade, são estruturas atrofiadas ou sem função evidente; segundo, ao afirmar que surgem "sem interferência nos genes" — a evolução de qualquer característica, incluindo a redução de órgãos, envolve mudanças genéticas ao longo das gerações. Além disso, órgãos vestigiais são evidências de ancestralidade comum, não de cooptação evolutiva.
A afirmativa está errada por três motivos principais:
Órgãos vestigiais não são funcionais: são estruturas reduzidas ou atrofiadas, com função diminuída ou ausente. O texto de apoio define: "Órgãos vestigiais são aqueles que, em alguns organismos, são de tamanho reduzido ou atrofiado, mas que, em outros organismos, são maiores ou mais desenvolvidos." Exemplos: apêndice vermiforme, cóccix, dente do siso em humanos.
Não surgem sem interferência nos genes: a evolução de órgãos vestigiais ocorre por mudanças genéticas acumuladas ao longo das gerações, geralmente por perda de pressão seletiva que mantinha a estrutura funcional. Não há "processo natural sem interferência nos genes" — toda característica hereditária tem base genética.
Não são evidências de cooptação evolutiva: órgãos vestigiais são evidências de ancestralidade comum (filogenia), pois indicam que o organismo descende de ancestrais que possuíam a estrutura funcional. Cooptação evolutiva (exaptação) é outro conceito: uma estrutura que ganha nova função, como as penas que passaram a servir para voo.
A banca mistura dois conceitos distintos para confundir: órgãos vestigiais (evidência de ancestralidade comum, estruturas atrofiadas) com cooptação evolutiva (estrutura que ganha nova função). O candidato que confunde os termos marca "Certo" sem perceber que a afirmativa inverte as definições. Fique atento: vestigial = perdeu função; cooptação = ganhou função nova.
Para não errar, memorize a diferença central: vestigial = estrutura que perdeu função (apêndice, cóccix, dente do siso); cooptação/exaptação = estrutura que ganhou função nova (penas para voo, ossos do ouvido médio derivados da mandíbula). Na prova, identifique se a questão fala de perda ou ganho de função — isso decide a resposta.
Gabarito: ERRADO
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