Questão de Biologia — Ecologia e ciências ambientais — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce205344
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- INSA
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Pesquisador Adjunto I - Área de Atuação: Biodiversidade
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
✅ CERTO. O endocruzamento (ou endogamia) aumenta a homozigose na população e, com isso, expõe alelos recessivos deletérios, reduzindo a aptidão — fenômeno conhecido como depressão endogâmica. A afirmativa está correta e reflete um dos principais riscos genéticos para pequenas populações em programas de conservação.
O endocruzamento é o cruzamento entre indivíduos aparentados. Em populações pequenas — como as de zoológicos ou as que sofreram gargalo populacional —, a endogamia torna-se inevitável, pois com o tempo todos os indivíduos acabam aparentados. O efeito genético central é o aumento da frequência de homozigotos, em detrimento dos heterozigotos. Isso não altera, por si só, as frequências alélicas, mas reorganiza os genótipos: alelos recessivos que estavam "escondidos" em heterozigose passam a se expressar em homozigose.
Quando esses alelos recessivos são deletérios, sua expressão reduz a sobrevivência e a reprodução dos indivíduos — é a chamada depressão endogâmica. O texto de apoio confirma: "a consequência deste evento é a redução reprodutiva, bem como a sobrevivência da prole (Depressão endogâmica)" e "a exposição e expressão de genes deletérios se torna mais fácil".
Para questões de genética de populações, lembre-se do tripé: endogamia → aumento de homozigose → expressão de alelos recessivos deletérios → depressão endogâmica. A banca costuma cobrar exatamente essa sequência causal. E fique atento: a endogamia não altera as frequências alélicas (isso é papel da seleção, deriva, mutação e fluxo gênico) — ela apenas redistribui os genótipos.
Gabarito: C (CERTO).
Link permanente: /questoes/ce205344