Questão de Biologia — Ecologia e ciências ambientais — CESPE / CEBRASPE 2025
Biologia›Ecologia e ciências ambientais
Código
ce205573
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
INSA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Pesquisador Adjunto I - Área de Atuação: Gestão da Informação e Popularização do Conhecimento
Segundo o projeto MapBiomas, em duas décadas, mais que duplicou a transformação da vegetação natural, a caatinga, em agricultura convencional de sequeiro. Acerca do meio ambiente no semiárido brasileiro, ao desenvolvimento rural sustentável da região e às aplicações dos conhecimentos tradicionais dos povos do semiárido, julgue o item a seguir.As principais fontes de renda das comunidades do semiárido advêm da venda de carvão e da agricultura de sequeiro, bastante produtiva, então o desmatamento da caatinga acaba sendo um imperativo de sobrevivência dos povos que lá habitam.
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Desenvolvimento rural sustentável no semiárido e desmatamento da caatinga
❌ ERRADO. A assertiva está incorreta porque apresenta o desmatamento da caatinga como um "imperativo de sobrevivência" e qualifica a agricultura de sequeiro como "bastante produtiva", o que contraria o conceito de desenvolvimento rural sustentável e os dados sobre a realidade do semiárido. A agricultura de sequeiro no semiárido é, em geral, de baixa produtividade e vulnerável às secas, e o desmatamento não é uma necessidade inescapável, mas sim um problema ambiental que pode e deve ser evitado por meio de alternativas sustentáveis.
A questão aborda a relação entre as comunidades do semiárido, suas fontes de renda e a conservação da caatinga. O desenvolvimento rural sustentável busca conciliar a produção econômica com a preservação ambiental e a melhoria da qualidade de vida, o que não se alinha com a ideia de que o desmatamento é inevitável. As comunidades tradicionais do semiárido possuem conhecimentos que permitem o uso sustentável dos recursos da caatinga, como o manejo da biodiversidade, a captação de água de chuva e a agroecologia, que podem gerar renda sem destruir o bioma.
A banca explora a ideia de que a pobreza e a falta de alternativas justificariam o desmatamento, mas essa visão é contrária ao princípio da sustentabilidade e às políticas públicas de convivência com o semiárido. O correto é reconhecer que existem formas de produção e geração de renda que não dependem da supressão da vegetação nativa, como a criação de caprinos e ovinos de forma manejada, o extrativismo sustentável de frutos como o umbu, e o turismo de base comunitária.
Desenvolvimento rural sustentável no semiárido
1Agricultura de sequeiro
Baixa produtividade
Vulnerável às secas
2Desmatamento da caatinga
Não é imperativo de sobrevivência
Venda de carvão é ilegal e degradante
3Alternativas sustentáveis
Manejo da biodiversidade
Captação de água de chuva
Agroecologia
Criação manejada de caprinos/ovinos
Extrativismo sustentável (umbu)
Turismo de base comunitária
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Alternativa C — ❌ Incorreta
A afirmativa está errada por vários motivos. Primeiro, a agricultura de sequeiro no semiárido é caracterizada por baixa produtividade e alto risco de perda por estiagem, não sendo "bastante produtiva". Segundo, o desmatamento da caatinga não é um "imperativo de sobrevivência", pois existem alternativas sustentáveis de geração de renda que preservam o bioma. Terceiro, a venda de carvão, embora ocorra, é uma atividade ilegal e degradante, não podendo ser considerada uma fonte de renda legítima e sustentável. O desenvolvimento rural sustentável busca exatamente romper com essa lógica de destruição ambiental.