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Questão de Veterinária — Genética em Medicina Veterinária — CESPE / CEBRASPE 2025

VeterináriaGenética em Medicina Veterinária
Código
ce205695
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
INSA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Pesquisador Adjunto I - Área de Atuação: Sistema de Produção Animal
Julgue o item a seguir, a respeito das ferramentas moleculares e suas aplicações no melhoramento animal.Técnicas como sequenciamento gênico e PCR possibilitam determinar o genótipo de animais a partir da detecção de polimorfismos.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Ferramentas moleculares no melhoramento animal

Gabarito: letra C (Certo). O sequenciamento gênico e a PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) são, de fato, ferramentas moleculares que permitem determinar o genótipo de animais por meio da detecção de polimorfismos — variações na sequência de DNA entre indivíduos. A afirmativa está correta porque descreve com precisão a aplicação dessas técnicas na genética e no melhoramento animal.

O melhoramento animal clássico baseia-se na seleção de fenótipos superiores, mas a genética molecular revolucionou esse campo ao permitir acessar diretamente a informação genética dos indivíduos. O genótipo de um animal é a constituição genética dele em determinados locos — por exemplo, a combinação de alelos em um gene de interesse econômico, como os genes que influenciam a qualidade da carne, a resistência a doenças ou a produção de leite. Os polimorfismos são variações naturais na sequência de DNA que ocorrem entre indivíduos de uma mesma espécie; os mais estudados são os SNPs (polimorfismos de nucleotídeo único), mas também existem os microssatélites e os indels (inserções/deleções).

A PCR é a técnica fundamental que permite amplificar milhões de cópias de um fragmento específico de DNA a partir de uma amostra biológica (sangue, pelo, sêmen, tecido). Ela funciona por ciclos repetidos de desnaturação, anelamento de primers e extensão pela enzima DNA polimerase. Uma vez amplificado o fragmento de interesse, é possível identificar o genótipo do animal por diferentes estratégias: digestão com enzimas de restrição (PCR-RFLP), análise de tamanho dos fragmentos, ou sequenciamento direto. O sequenciamento gênico, por sua vez, determina a ordem exata dos nucleotídeos (A, T, C, G) em um fragmento de DNA, revelando diretamente as variações genéticas presentes. Com essas informações, o melhorista pode selecionar animais portadores de alelos favoráveis, acelerando o ganho genético — é a base da seleção assistida por marcadores (MAS) e da seleção genômica.

A aplicação prática é direta: imagine um touro candidato à reprodução. Coleta-se uma amostra de pelo ou sangue, extrai-se o DNA, amplifica-se por PCR o gene que confere resistência a determinada doença e sequencia-se o fragmento. Se o polimorfismo associado à resistência estiver presente, o touro é classificado como portador do alelo favorável e pode ser selecionado para reprodução. Isso permite decisões mais precisas e precoces, sem depender apenas da observação do fenótipo, que muitas vezes só se manifesta tardiamente ou é influenciado pelo ambiente.

A distinção importante é entre genótipo e fenótipo: o fenótipo é o que se observa (produção de leite, ganho de peso), resultado da interação entre genótipo e ambiente; o genótipo é a informação genética subjacente. As ferramentas moleculares acessam o genótipo diretamente, o que é uma vantagem enorme no melhoramento, pois permite identificar animais portadores de alelos recessivos desfavoráveis (que não se expressam no fenótipo) ou selecionar características de baixa herdabilidade com maior precisão.

A pegadinha que a banca poderia explorar seria inverter a função das técnicas: afirmar que PCR e sequenciamento servem para modificar o genoma (o que é função da transgênese ou edição gênica) em vez de apenas detectar variações. Mas aqui a afirmativa é fiel ao conceito: essas técnicas são ferramentas de diagnóstico genético, não de modificação. Guarde essa fronteira: detectar/identificar (PCR, sequenciamento) versus modificar/inserir (transgênese, CRISPR) — é exatamente nela que as questões sobre esse tema se dividem.

Ferramentas moleculares
  • 1Detectam/identificam genótipo
    • PCR (amplifica DNA)
    • Sequenciamento (ordem dos nucleotídeos)
    • Polimorfismos (SNPs, microssatélites, indels)
  • 2Modificam/inserem genoma
    • Transgênese
    • Edição gênica (CRISPR)
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Item — ✅ CERTO

A afirmativa está correta. O sequenciamento gênico e a PCR são técnicas moleculares amplamente utilizadas para determinar o genótipo de animais. A PCR amplifica regiões específicas do DNA, permitindo a detecção de polimorfismos como SNPs, microssatélites e indels; o sequenciamento revela a ordem exata dos nucleotídeos, identificando diretamente as variações genéticas. Essas informações genotípicas são aplicadas no melhoramento animal para seleção assistida por marcadores e seleção genômica, permitindo escolher reprodutores com alelos favoráveis para características de interesse econômico. Não há erro conceitual na afirmativa: ela descreve corretamente a função dessas ferramentas no contexto do melhoramento genético.

Gabarito: letra C (Certo).

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