Questão de Veterinária — Genética em Medicina Veterinária — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce205741
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- INSA
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Pesquisador Adjunto I - Área de Atuação: Sistema de Produção Animal
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: ❌ ERRADO. A inseminação artificial em tempo flexível (IATF) não considera o tempo de gestação das cabras; ela se baseia na sincronização do estro e da ovulação, permitindo a inseminação em um momento pré-determinado, sem necessidade de observação do cio. O erro está em associar a técnica ao tempo de gestação, que é um conceito completamente distinto e posterior ao momento da inseminação.
A inseminação artificial em tempo fixo (IATF) é uma biotécnica da reprodução amplamente utilizada em ruminantes, incluindo caprinos, que visa otimizar o manejo reprodutivo. O princípio fundamental é a manipulação hormonal do ciclo estral para sincronizar a ovulação de um grupo de fêmeas, permitindo que todas sejam inseminadas em um momento pré-determinado, sem a necessidade de detectar o cio individualmente. Isso é feito por meio de protocolos que utilizam progestágenos, prostaglandinas e gonadotrofinas, que controlam a fase luteal e folicular do ciclo.
A confusão entre "tempo fixo" e "tempo de gestação" é um erro conceitual grave. O "tempo fixo" refere-se ao momento da inseminação, que é agendado com base na previsão da ovulação, e não ao período de gestação, que é o intervalo entre a concepção e o parto. A gestação em caprinos dura, em média, 150 dias, mas esse dado é irrelevante para a aplicação da IATF. A técnica é aplicada no dia programado do protocolo, geralmente 36 a 48 horas após a remoção do dispositivo de progesterona, independentemente do tempo de gestação.
Na prática, um protocolo típico de IATF em caprinos envolve a inserção de um dispositivo intravaginal de progesterona por 9 a 12 dias, a aplicação de prostaglandina e eCG (gonadotrofina coriônica equina) na remoção do dispositivo, e a inseminação em tempo fixo, cerca de 36 a 48 horas depois. O objetivo é concentrar os partos, facilitar o manejo e melhorar a eficiência reprodutiva do rebanho, mas nada disso tem relação com o tempo de gestação.
A pegadinha da questão está em substituir o termo "tempo fixo" por "tempo flexível" e associá-lo ao "tempo de gestação". O candidato que não domina o conceito de IATF pode ser induzido a erro, pensando que a técnica considera o período gestacional. No entanto, a IATF é uma ferramenta de manejo reprodutivo que atua antes da concepção, e não durante a gestação.
A banca troca o termo "tempo fixo" por "tempo flexível" e o associa ao "tempo de gestação", induzindo o candidato a pensar que a técnica considera o período gestacional. Na verdade, a IATF se baseia na sincronização da ovulação, e o "tempo fixo" refere-se ao momento da inseminação, não à gestação. Fique atento a essa inversão de conceitos.
A afirmação está incorreta porque a inseminação artificial em tempo fixo (IATF) não considera o tempo de gestação das cabras. A técnica se baseia na sincronização do estro e da ovulação por meio de protocolos hormonais, permitindo a inseminação em um momento pré-determinado, sem necessidade de observação do cio. O tempo de gestação é um conceito posterior à inseminação e não influencia a aplicação da técnica. O erro está em associar a IATF ao tempo de gestação, quando, na verdade, ela se relaciona ao momento da ovulação.
Gabarito: ❌ ERRADO.
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