Questão de Biologia — Identidade dos seres vivos — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce205879
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- INSA
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Tecnologista Pleno 2 - Área de Atuação: Biodiversidade
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: E (ERRADO). A afirmação está incorreta porque a extração por fluido supercrítico, especialmente com CO2, não requer solventes orgânicos convencionais e opera em temperaturas moderadas (tipicamente entre 31 °C e 60 °C), sendo considerada uma tecnologia ambientalmente amigável — exatamente o oposto do que o item afirma.
A extração por fluido supercrítico é uma técnica moderna que utiliza um fluido em condições acima de seu ponto crítico (temperatura e pressão críticas). No caso do CO2, o ponto crítico é de aproximadamente 31 °C e 73 atm. Acima desses valores, o CO2 assume propriedades intermediárias entre gás e líquido, o que lhe confere alto poder de penetração e capacidade de dissolver compostos voláteis, como os óleos essenciais. Essa técnica é amplamente empregada na indústria de alimentos, fármacos e cosméticos justamente por ser seletiva, eficiente e não deixar resíduos tóxicos.
A principal vantagem do CO2 supercrítico é que ele é um solvente atóxico, não inflamável, barato e facilmente removido após a extração (basta reduzir a pressão). Além disso, as temperaturas utilizadas são baixas, o que preserva compostos termossensíveis dos óleos essenciais. Isso contrasta com métodos convencionais, como a hidrodestilação ou a extração com solventes orgânicos (hexano, etanol), que podem exigir temperaturas mais altas e gerar resíduos químicos.
A banca explora uma inversão de características: atribui à técnica supercrítica os defeitos dos métodos tradicionais. O candidato que conhece apenas o nome "fluido supercrítico" pode associá-lo a algo agressivo, mas a realidade é o oposto.
A afirmativa está errada por três motivos principais:
Não requer solventes orgânicos convencionais: o CO2 supercrítico é o próprio solvente, e ele é inerte e atóxico. Não há necessidade de hexano, etanol ou outros solventes orgânicos.
Não opera acima de 80 °C: a temperatura crítica do CO2 é de aproximadamente 31 °C, e as extrações costumam ocorrer entre 31 °C e 60 °C. Temperaturas acima de 80 °C são desnecessárias e até prejudiciais, pois podem degradar os compostos voláteis.
Não impacta negativamente o meio ambiente: ao contrário, é uma tecnologia "verde", pois o CO2 é reciclável, não gera resíduos tóxicos e reduz o uso de solventes orgânicos poluentes.
A banca inverte as características da técnica: atribui a ela o uso de solventes orgânicos e altas temperaturas, que são típicos de métodos convencionais (como a hidrodestilação ou extração com hexano). O candidato que não domina o conceito de fluido supercrítico pode cair na armadilha de achar que "supercrítico" implica condições extremas. Na verdade, o CO2 supercrítico é um solvente verde, que opera em temperaturas moderadas e é ambientalmente amigável.
Para questões sobre extração de óleos essenciais, lembre-se do tripé: CO2 supercrítico = baixa temperatura + alta pressão + solvente atóxico. Compare com os métodos tradicionais (hidrodestilação, arraste a vapor, solventes orgânicos) que podem usar temperaturas mais altas e gerar resíduos. Essa comparação é frequente em provas de biologia e química.
Gabarito: E (ERRADO).
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