Questão de Biologia — Origem e evolução da vida — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce205895
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- INSA
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Tecnologista Pleno 2 - Área de Atuação: Biodiversidade
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
Gabarito: CERTO. A engenharia metabólica em plantas permite tanto aumentar a produção de metabólitos secundários de interesse industrial quanto modificar rotas metabólicas para reduzir compostos tóxicos indesejáveis — exatamente o que o item afirma. Essa é uma aplicação direta da engenharia genética/biotecnologia vegetal, que manipula vias biossintéticas para fins práticos.
A engenharia metabólica é um ramo da biotecnologia que consiste em modificar intencionalmente as rotas metabólicas de um organismo para otimizar a produção de substâncias de interesse ou eliminar/ reduzir compostos indesejáveis. Em plantas, isso é feito por técnicas de DNA recombinante, como a introdução de transgenes, silenciamento gênico (RNAi) ou edição genômica (CRISPR-Cas9).
O item descreve duas finalidades complementares e ambas são corretas:
Aumentar a produção de metabólitos secundários de interesse industrial — por exemplo, aumentar a produção de alcaloides, terpenoides, flavonoides, que são usados nas indústrias farmacêutica, cosmética e alimentícia. O contexto de apoio menciona que os metabólitos secundários variam desde moléculas simples até compostos complexos como glicosinolatos, alcaloides, terpenoides, saponinas, flavonoides e taninos.
Modificar rotas metabólicas para reduzir compostos tóxicos indesejáveis — por exemplo, silenciar genes que produzem substâncias tóxicas naturais, como a cafeína em grãos de café ou glicosinolatos em certas culturas, tornando-as mais seguras para consumo.
A banca não tenta confundir aqui: a afirmação é uma descrição fiel das capacidades da engenharia metabólica. Não há pegadinha — é uma questão de conhecimento conceitual direto.
A afirmativa está correta porque a engenharia metabólica, como ferramenta da engenharia genética, permite exatamente essas duas manipulações: aumentar a produção de metabólitos secundários de interesse (ex.: aumentar a produção de artemisinina em plantas de artemísia para tratamento de malária) e reduzir compostos tóxicos (ex.: silenciar genes que produzem glicosídeos cianogênicos em mandioca, reduzindo o risco de intoxicação).
A base técnica está na manipulação de vias biossintéticas por técnicas de DNA recombinante, como a introdução de genes que codificam enzimas-chave ou o silenciamento de genes que desviam o fluxo metabólico para produtos indesejados. Isso é amplamente documentado na literatura de biotecnologia vegetal.
Para questões de engenharia genética em plantas, lembre-se dos dois eixos: produzir mais do que interessa (metabólitos de valor) e produzir menos do que prejudica (toxinas). Se a alternativa mencionar qualquer um desses, está correta; se negar um deles, está errada. Essa dualidade é o coração da engenharia metabólica.
Gabarito: CERTO
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