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Questão de Engenharia Agronômica (Agronomia) — Genética em Engenharia Agronômica — CESPE / CEBRASPE 2025

Engenharia Agronômica (Agronomia)Genética em Engenharia Agronômica
Código
ce205917
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
INSA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Tecnologista Pleno 2 - Área de Atuação: Biodiversidade
Acerca do melhoramento genético de plantas, julgue o item a seguir.Nas avaliações finais de produtividade e características agronômicas de linhagens ou híbridos experimentais, recomenda-se o uso de duas a três localidades para a obtenção de informações sobre a adaptabilidade dos materiais genéticos, a magnitude da interação entre genótipo e ambiente e as exigências da lei que trata do valor de cultivo e do uso de cada espécie.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Melhoramento genético de plantas: avaliação final e interação genótipo × ambiente

Gabarito: Errado. A recomendação de usar apenas duas a três localidades nas avaliações finais de produtividade e características agronômicas é insuficiente para estimar adequadamente a adaptabilidade e a interação genótipo × ambiente; o número de ambientes (localidades, anos, combinações) deve ser maior e definido com base em critérios estatísticos e na variabilidade ambiental da região de cultivo. Além disso, a menção às "exigências da lei que trata do valor de cultivo e do uso" é vaga e não corresponde a uma exigência legal específica de número mínimo de localidades, o que torna a afirmação incorreta.

O melhoramento genético de plantas visa desenvolver cultivares superiores, e uma das etapas cruciais é a avaliação final de linhagens ou híbridos experimentais em ensaios de campo. O objetivo é obter informações sobre a produtividade, características agronômicas, adaptabilidade (capacidade de responder favoravelmente às variações ambientais) e estabilidade (previsibilidade de desempenho). A interação genótipo × ambiente (G×E) refere-se ao comportamento diferencial dos genótipos nos diferentes ambientes; quando presente, indica que a classificação dos genótipos muda conforme o ambiente, o que exige avaliação em múltiplos locais e anos.

A recomendação prática e estatística é que o número de ambientes (localidades × anos) seja suficientemente grande para estimar com precisão a interação G×E. Embora não haja um número fixo universal, a literatura agronômica e as boas práticas indicam que duas a três localidades são insuficientes para caracterizar a adaptabilidade de forma confiável, especialmente em regiões com alta variabilidade ambiental. Em programas de melhoramento, é comum o uso de 5 a 10 ou mais ambientes (combinações de locais e anos) para uma avaliação robusta. O número exato depende da cultura, da região e dos recursos disponíveis, mas a afirmação de "duas a três" como recomendação geral é tecnicamente incorreta.

Além disso, a referência às "exigências da lei que trata do valor de cultivo e do uso" é imprecisa. No Brasil, a proteção de cultivares é regulamentada pela Lei de Proteção de Cultivares (Lei nº 9.456/1997), que estabelece critérios para o registro de cultivares, incluindo a comprovação de distinção, homogeneidade e estabilidade (DHE) e, para algumas espécies, o valor de cultivo e uso (VCU). No entanto, a lei não especifica um número mínimo de localidades para os ensaios de VCU; essa definição é feita por normas complementares do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que podem exigir um número maior de ambientes, dependendo da espécie. Portanto, a afirmação de que a lei exige "duas a três localidades" é uma distorção.

A banca explora a confusão entre o número mínimo de localidades para ensaios preliminares (que podem ser poucos) e o número necessário para avaliações finais (que deve ser maior). O candidato pode pensar que "duas a três" é suficiente, mas a prática e a literatura recomendam um número maior de ambientes para estimar a interação G×E com precisão. Além disso, a menção à "lei" é um chamariz para induzir o erro, pois a legislação não fixa esse número.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta fazer o candidato acreditar que "duas a três localidades" é uma recomendação técnica válida para avaliações finais. Na verdade, esse número é insuficiente para estimar a interação genótipo × ambiente; o correto é usar um número maior de ambientes (localidades × anos), definido com base na variabilidade ambiental e nos objetivos do programa. Além disso, a "lei" citada não estabelece esse número mínimo — a definição é feita por normas do MAPA, que podem exigir mais localidades.

  1. 1Ensaios de campo
  2. 2Múltiplos ambientes (locais × anos)
  3. 3Estimar interação G×E
  4. 4Recomendar cultivares
LEVEL · soulevel.com.br

Item — ❌ Errado

A afirmação está errada por dois motivos principais. Primeiro, o número de localidades recomendado para avaliações finais de produtividade e características agronômicas é superior a duas ou três, pois a interação genótipo × ambiente exige uma amostragem ambiental ampla para ser estimada com confiabilidade. Segundo, a referência às "exigências da lei" é imprecisa: a Lei de Proteção de Cultivares (Lei nº 9.456/1997) não fixa um número mínimo de localidades para os ensaios de VCU; essa definição é feita por atos normativos do MAPA, que podem exigir um número maior de ambientes, dependendo da espécie e da região. Portanto, a recomendação de "duas a três localidades" não é tecnicamente adequada nem corresponde a uma exigência legal específica.

Gabarito: Errado.

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