Questão de Biologia — Ecologia e ciências ambientais — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce205949
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- INSA
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Tecnologista Pleno 2 - Área de Atuação: Bioeconomia
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: ERRADO. A afirmativa está incorreta porque a bioeconomia na Caatinga inclui sim a cadeia produtiva de alimentos e bebidas locais na valorização da sociobiodiversidade, e essas cadeias apresentam características inovadoras — o erro está em negar tanto a inclusão quanto a inovação. A sociobiodiversidade abrange o uso sustentável de produtos da sociobiodiversidade, como o umbu, o licuri e o mandacaru, que geram alimentos, bebidas e outros bioprodutos com forte apelo de inovação e mercado.
A bioeconomia é um modelo econômico baseado no uso de recursos biológicos renováveis para a produção de bens e serviços, integrando conhecimentos tradicionais e inovação tecnológica. Na Caatinga, esse modelo se manifesta na exploração sustentável da biodiversidade para a fabricação de bioprodutos, mas não se limita a isso: a cadeia de alimentos e bebidas locais é um dos pilares da valorização da sociobiodiversidade, pois envolve comunidades tradicionais, agrega valor aos produtos e promove o desenvolvimento regional. A inovação está presente, por exemplo, no desenvolvimento de novos produtos, na biotecnologia aplicada a espécies nativas e em práticas de manejo sustentável.
A banca explora a generalização indevida: a afirmativa tenta reduzir a bioeconomia da Caatinga a um único aspecto (bioprodutos) e nega a relevância das cadeias de alimentos e bebidas, o que contraria o conceito amplo de sociobiodiversidade e as políticas públicas de valorização desses produtos. A sociobiodiversidade, por definição, engloba a interação entre diversidade biológica e diversidade sociocultural, incluindo os sistemas agrícolas tradicionais, a alimentação e as bebidas típicas.
A afirmativa está errada por dois motivos centrais:
Exclusão indevida da cadeia de alimentos e bebidas: a bioeconomia na Caatinga inclui a cadeia produtiva de alimentos e bebidas locais. Produtos como o umbu (usado em sucos, geleias e licores), o licuri (utilizado em doces e óleos) e o mandacaru (consumido como alimento e na produção de bebidas) são exemplos clássicos de valorização da sociobiodiversidade. Essas cadeias geram renda para comunidades locais e são reconhecidas por políticas de incentivo à sociobiodiversidade.
Negação das características inovadoras: as cadeias de alimentos e bebidas locais apresentam sim características inovadoras. A inovação pode estar na forma de processamento, na agregação de valor, no uso de biotecnologia para melhorar a qualidade ou na criação de novos produtos a partir de espécies nativas. A bioeconomia, por definição, combina conhecimento tradicional com inovação tecnológica, e isso se aplica plenamente às cadeias alimentares da Caatinga.
Portanto, a afirmativa está errada ao afirmar que a bioeconomia "não inclui" e "não apresenta características inovadoras" — ambos os pontos são falsos.
A banca tenta fazer o candidato acreditar que a bioeconomia da Caatinga se restringe a bioprodutos industriais, excluindo alimentos e bebidas tradicionais. Isso é uma generalização indevida: a sociobiodiversidade abrange justamente a integração entre biodiversidade e culturas locais, e as cadeias de alimentos e bebidas são parte essencial dela. Fique atento a termos como "não inclui" e "não apresenta" — eles costumam sinalizar uma negação que contraria o conceito amplo do tema.
Para questões sobre bioeconomia e sociobiodiversidade, lembre-se de que o conceito é amplo e integrador: envolve produtos da sociobiodiversidade (alimentos, bebidas, fibras, medicamentos, cosméticos), conhecimento tradicional e inovação. Na Caatinga, exemplos como umbu, licuri, mandacaru e caroá mostram como essas cadeias são inovadoras e valorizadas. Se a alternativa negar a inclusão ou a inovação, desconfie — provavelmente está errada.
Gabarito: ERRADO.
Link permanente: /questoes/ce205949