Questão de História — História Geral — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce206123
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- INSA
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Tecnologista Pleno 2 - Área de Atuação: Gestão da Informação e Popularização do Conhecimento
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
Gabarito: CERTO. A afirmação está correta porque descreve com precisão a transição do modelo aristotélico-ptolomaico para a ciência moderna: Aristóteles concebia um cosmo finito, hierárquico e imutável; Galileu introduziu o método experimental baseado na observação e enunciou o princípio da inércia; e Newton, com sua síntese, consolidou a mecânica clássica, abrindo caminho para a ciência moderna. A questão cobra, portanto, a compreensão do processo histórico da Revolução Científica do século XVII.
A Revolução Científica representou uma ruptura paradigmática com a visão de mundo medieval, que se apoiava na filosofia aristotélica e na teologia. Aristóteles, em sua cosmologia, propunha um universo finito, com a Terra no centro, composto por esferas celestes perfeitas e imutáveis, em contraste com o mundo sublunar, sujeito à geração e corrupção. Essa visão, posteriormente sistematizada por Ptolomeu, dominou o pensamento ocidental por séculos.
Galileu Galilei, no século XVII, desafiou esse modelo ao utilizar o telescópio para observar os céus, acumulando evidências que contradiziam a perfeição e imutabilidade celeste (como as manchas solares e as fases de Vênus). Mais importante, ele estabeleceu o método científico moderno, que combina observação empírica, experimentação e matematização da natureza. Galileu também formulou o princípio da inércia, ao perceber que um corpo em movimento tende a permanecer em movimento a menos que uma força atue sobre ele — ideia que contrariava a física aristotélica, segundo a qual o movimento exigiria uma causa contínua.
Isaac Newton, por sua vez, completou a obra de Galileu ao formular as leis do movimento e a lei da gravitação universal, unificando a física terrestre e a celeste. Com o Philosophiæ Naturalis Principia Mathematica (1687), Newton forneceu um quadro matemático coerente que explicava tanto a queda dos corpos na Terra quanto o movimento dos planetas, consolidando a mecânica clássica e estabelecendo as bases da ciência moderna. A síntese newtoniana tornou-se o paradigma da ciência por mais de dois séculos.
A banca explora a compreensão da sequência histórica e conceitual: Aristóteles (cosmo finito e imutável) → Galileu (método observacional e inércia) → Newton (síntese e ciência moderna). A afirmação está correta em todos os seus elementos.
A assertiva está correta. Ela sintetiza corretamente a evolução do pensamento científico:
Aristóteles: propôs um universo finito, com a Terra no centro, e considerava os corpos celestes imutáveis e perfeitos. Sua cosmologia era qualitativa e teleológica, baseada na ideia de que cada coisa tem um lugar natural.
Galileu: revolucionou o método científico ao defender a observação direta e a experimentação, além de formular o princípio da inércia, que contrariava a física aristotélica. Ele também utilizou a matemática como linguagem da natureza.
Newton: completou o trabalho de Galileu ao formular as leis do movimento e a lei da gravitação universal, unificando a física terrestre e celeste e abrindo caminho para a ciência moderna.
Não há erro conceitual ou factual na afirmação. A sequência apresentada reflete o desenvolvimento histórico da Revolução Científica.
Para questões sobre a Revolução Científica, lembre-se da tríade: Aristóteles (cosmo finito e imutável) → Galileu (observação, experimentação e inércia) → Newton (síntese matemática e gravitação). A banca costuma cobrar a transição do modelo geocêntrico para o heliocêntrico e o papel de cada cientista nesse processo. Memorize as contribuições específicas de cada um para não cair em pegadinhas que trocam os papéis.
Gabarito: CERTO.
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