Questão de Matemática — Aritmética e Problemas — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce207670
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- InoversaSul
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de Matemática - Anos Finais
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: letra E (ERRADO). A afirmação é falsa porque, entre três números inteiros consecutivos, há sempre dois números ímpares e um par (ou dois pares e um ímpar), dependendo da paridade do primeiro número. A banca explora a generalização indevida: o candidato pode pensar que sempre há dois pares, mas isso só ocorre quando o primeiro número é par. A regra correta é que, em qualquer sequência de três inteiros consecutivos, a paridade alterna, garantindo exatamente um ou dois números pares, nunca sempre dois.
A paridade de um número inteiro é sua propriedade de ser par (divisível por 2) ou ímpar (não divisível por 2). Números consecutivos alternam paridade: se é par, então é ímpar e é par; se é ímpar, então é par e é ímpar. Portanto, a quantidade de pares entre , e depende da paridade de : se é par, há dois pares ( e ); se é ímpar, há apenas um par (). Como o enunciado afirma que "há sempre dois números pares", a proposição é falsa, pois para ímpar (ex.: ) temos apenas um par.
A pegadinha está em "sempre": a palavra "sempre" exige que a propriedade valha para todo inteiro positivo, mas ela falha quando é ímpar. O candidato que testa apenas um caso (ex.: ) pode concluir erroneamente que a regra vale para todos.
Caso | Paridade de (a) | Sequência (paridade) | Quantidade de pares | Afirmação "sempre dois pares" |
|---|---|---|---|---|
1 | Par | P, Í, P | 2 | Verdadeira (neste caso) |
2 | Ímpar | Í, P, Í | 1 | Falsa (contraexemplo) |
A afirmação está errada porque a quantidade de números pares entre , e não é invariável. Se for ímpar (ex.: ), os números são 1, 2 e 3 — apenas o 2 é par. Se for par (ex.: ), os números são 2, 3 e 4 — dois pares (2 e 4). Portanto, a proposição "há sempre dois números pares" é falsa, pois falha para ímpar. A banca explora a generalização indevida: o candidato pode testar apenas um caso (ex.: ) e concluir que a regra vale para todos, mas a palavra "sempre" exige que valha para todo inteiro positivo, o que não ocorre.
A banca usa a palavra "sempre" para induzir o candidato a generalizar a partir de um único exemplo. Se você testar (par), verá dois pares e pode marcar "Certo". Mas teste (ímpar): 1, 2 e 3 — apenas um par. A regra correta é que, entre três inteiros consecutivos, há um ou dois pares, dependendo da paridade do primeiro. Para acertar, teste sempre os dois casos: par e ímpar.
Em questões de paridade com números consecutivos, lembre-se: a paridade alterna a cada número. Para três consecutivos, a sequência é P-Í-P ou Í-P-Í. Assim, a quantidade de pares é 2 se o primeiro for par, e 1 se o primeiro for ímpar. Na prova, substitua valores pequenos (ex.: e ) para verificar a validade da afirmação antes de marcar.
Gabarito: letra E (ERRADO).
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