Questão de Direito Civil — Contratos em Espécie — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce208538
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- MPE-CE
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista Ministerial - Especialidade: Direito
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
Gabarito: Certo (C). Gustavo, com procuração de mera gestão, não tinha poderes para alienar imóveis. O ato de venda sem poderes suficientes é ineficaz em relação aos mandantes (Antônio e Vera), salvo ratificação – que não ocorreu. Logo, correto o afirmado.
A questão trata dos limites do mandato. O Código Civil, em seu art. 661, distingue o mandato em termos gerais (que só confere poderes de administração) daquele com poderes especiais (necessário para atos como alienar, hipotecar, transigir). Gustavo recebeu apenas poderes de mera gestão, portanto não poderia vender os imóveis.
Quando alguém pratica ato sem mandato ou com poderes insuficientes, o ato é ineficaz em relação ao suposto representado, a menos que este o ratifique (art. 662 do CC). A ratificação retroage à data do ato, mas no caso não houve ratificação – Antônio e Vera descobriram no mesmo ano da escritura e não ratificaram. Assim, o negócio não produziu efeitos perante eles.
Não confunda ineficácia com nulidade. O ato é ineficaz (não produz efeitos perante o mandante), mas pode ser válido entre as partes (Gustavo e a empresa Alfa). Além disso, a ausência de poderes especiais para vender imóvel é o ponto central – muitos candidatos podem achar que o mandato geral já autoriza a venda.
Portanto, a assertiva está correta: os atos praticados por Gustavo seriam tidos por ineficazes.
✅ CERTO
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