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Questão de Direito Penal — Tipicidade — CESPE / CEBRASPE 2025

Direito PenalTipicidade
Código
ce209280
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
PC-CE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Delegado de Polícia Civil
Assinale a opção correta no que se refere à teoria da imputação objetiva no direito penal.
  1. AConsoante os fundamentos dessa teoria, a imputação objetiva é incompatível com crimes culposos.
  2. BNessa teoria, dispensa-se a relação de causalidade para a atribuição de responsabilidade penal.
  3. CNa imputação objetiva, exige-se apenas a comprovação de nexo causal para a responsabilização penal do agente.
  4. DA referida teoria fundamenta-se na criação ou no incremento de risco juridicamente proibido para a imputação penal.
  5. ESegundo essa teoria, é irrelevante o risco permitido na análise do fato típico.
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GabaritoD — A referida teoria fundamenta-se na criação ou no incremento de risco juridicamente proibido para a imputação penal.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Imputação Objetiva

Gabarito: letra D. A teoria da imputação objetiva, de Claus Roxin, estabelece que um resultado é objetivamente imputável ao agente quando este cria ou incrementa um risco juridicamente proibido e esse risco se concretiza no resultado. É o critério central para aferir a tipicidade objetiva.

1Critério central
Criação ou incremento de risco juridicamente proibido
Risco se concretiza no resultado
2Pressuposto
Relação de causalidade natural
3Filtro normativo
Não basta nexo causal
Verifica se o risco criado se realizou no tipo
4Risco permitido
Exclui a imputação
Exemplo: dirigir dentro da lei
5Crimes culposos
Compatível
Risco não permitido por negligência/imprudência/imperícia
Imputação Objetiva
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Imputação Objetiva: Critério central (Criação ou incremento de risco juridicamente proibido, Risco se concretiza no resultado); Pressuposto (Relação de causalidade natural); Filtro normativo (Não basta nexo causal, Verifica se o risco criado se realizou no tipo); Risco permitido (Exclui a imputação, Exemplo: dirigir dentro da lei); Crimes culposos (Compatível, Risco não permitido por negligência/imprudência/imperícia)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A imputação objetiva é plenamente compatível com crimes culposos. Na culpa, a criação de um risco não permitido (negligência, imprudência, imperícia) é o fundamento da tipicidade objetiva.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A teoria não dispensa a relação de causalidade. A causalidade natural é pressuposto indispensável; a imputação objetiva atua como juízo normativo sobre essa causalidade, verificando se o risco criado se realizou no resultado.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A imputação objetiva exige mais que o nexo causal. Além da causalidade, é necessário que o agente tenha criado ou incrementado um risco proibido e que este risco se concretize no resultado dentro do alcance do tipo.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A criação ou incremento de risco juridicamente proibido é o cerne da imputação objetiva. Sem risco proibido, não há imputação do resultado.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O risco permitido é relevante. Se o agente atua dentro do risco permitido (ex.: dirigir obedecendo às leis de trânsito), não há imputação objetiva, pois não se ultrapassou o limite do risco autorizado.

NÃO CAIA NESSA!

A banca pode tentar confundir o candidato associando imputação objetiva exclusivamente à causalidade (alternativas B e C) ou negando sua aplicação aos crimes culposos (alternativa A). Lembre-se: a imputação objetiva é um filtro normativo que pressupõe causalidade, mas não se esgota nela.

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