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Questão de Criminologia — Ideologia e Sistema Penal: Abolicionismo, Minimalismo e Garantismo. A Nova Defesa Social. Movimento de Lei e Ordem, Tolerância Zero e Estado de Polícia, Tendências Securitária, Justicialista e Belicista. Direito Penal do Inimigo. — CESPE / CEBRASPE 2025

CriminologiaIdeologia e Sistema Penal: Abolicionismo, Minimalismo e Garantismo. A Nova Defesa Social. Movimento de Lei e Ordem, Tolerância Zero e Estado de Polícia, Tendências Securitária, Justicialista e Belicista. Direito Penal do Inimigo.
Código
ce209326
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
PC-CE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Delegado de Polícia Civil
Em sua crítica ao modelo carcerário das sociedades capitalistas contemporâneas, Alessandro Baratta analisou os efeitos do encarceramento, tendo distinguido duas dimensões centrais: a perda de contato com os valores sociais do mundo externo (desculturação) e a prisionalização (aculturação carcerária).Consoante essa análise,
  1. Aa aculturação prisional representa um mecanismo de resistência do preso em face da repressão estatal, sendo expressão autêntica de autonomia política e reabilitação moral.
  2. Bo cárcere, embora cause certo abalo psíquico inicial, cumpre efetivamente a função de ressocialização ao proporcionar autorreflexão e ruptura com valores antissociais, desde que mantido o isolamento do preso.
  3. Ca prisão produz um processo de ressocialização espontânea, em que o preso recupera o senso de responsabilidade social ao assumir, dentro do presídio, funções disciplinares reconhecidas pela administração.
  4. Do modelo prisional contemporâneo, ao evitar a interferência de lideranças internas, assegura a função educativa do encarceramento e desestimula a formação de identidades criminais ou conformistas.
  5. Ea experiência carcerária constitui mecanismo de controle social formal cuja função é, em grande parte, reprodutora da exclusão, promovendo o afastamento do preso dos valores sociais convencionais e facilitando sua adaptação à lógica carcerária.
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GabaritoE — a experiência carcerária constitui mecanismo de controle social formal cuja função é, em grande parte, reprodutora da exclusão, promovendo o afastamento do preso dos valores sociais convencionais e facilitando sua adaptação à lógica carcerária.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Criminologia — Efeitos do encarceramento na perspectiva de Alessandro Baratta

Gabarito: letra E. A alternativa correta capta a essência da crítica de Baratta: a prisão, como mecanismo de controle social formal, reproduz a exclusão ao afastar o preso dos valores sociais convencionais (desculturação) e ao facilitar sua adaptação à lógica carcerária (prisionalização). As demais alternativas atribuem ao cárcere funções ressocializadoras ou de resistência que são rejeitadas pela criminologia crítica.

Alessandro Baratta, em sua obra "Criminologia Crítica e Crítica do Direito Penal", analisa o sistema prisional capitalista e conclui que ele não ressocializa; ao contrário, gera dois processos centrais: a desculturação (perda de contato com valores sociais do mundo externo) e a prisionalização ou aculturação carcerária (absorção da subcultura prisional). A função real do cárcere é manter o controle social e reproduzir as desigualdades estruturais.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir o candidato ao apresentar o cárcere como instrumento de ressocialização (alternativas B e C) ou ao qualificar a prisionalização como resistência política (alternativa A). Lembre-se: para Baratta, a prisão é um mecanismo de exclusão, não de recuperação.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a aculturação prisional é resistência e expressão de autonomia política e reabilitação moral. Na verdade, a prisionalização é a adaptação à subcultura carcerária, que reforça identidades criminais e afasta o preso dos valores sociais, sem qualquer caráter emancipatório.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Sustenta que o cárcere cumpre função de ressocialização por meio do isolamento e autorreflexão. Baratta critica exatamente essa visão: o isolamento agrava a desculturação e não promove ruptura com valores antissociais; a ressocialização é uma ilusão no modelo prisional vigente.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Alega que a prisão produz ressocialização espontânea por meio de funções disciplinares. Isso é falso: as funções disciplinares integram a lógica de controle e não geram responsabilidade social genuína; a adaptação à disciplina carcerária é parte da prisionalização.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Diz que o modelo prisional evita lideranças internas e assegura função educativa. Na realidade, o sistema carcerário é permeado por lideranças informais (como facções) e não educa; ao contrário, fomenta a formação de identidades criminais.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Descreve com precisão a análise de Baratta: a experiência carcerária é um mecanismo de controle social formal cuja função é reprodutora da exclusão, promovendo o afastamento dos valores sociais convencionais (desculturação) e facilitando a adaptação à lógica carcerária (prisionalização).

PEGA ESSA DICA!

Para responder questões sobre Baratta, foque nos conceitos de desculturação (perda de valores externos) e prisionalização (internalização da subcultura carcerária). O autor sempre critica as funções declaradas de ressocialização, destacando o papel do cárcere na manutenção das desigualdades.

Gabarito: letra E

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