Questão de Medicina Legal — Antropologia Forense — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce209355
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- PC-CE
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Delegado de Polícia Civil
- Ana tíbia.
- Bno crânio.
- Cna pelve.
- Dna omoplata.
- Eno fêmur.
GabaritoC — na pelve.
Gabarito: letra C. A estimativa do sexo biológico pelo esqueleto tem na pelve o principal indicador de dimorfismo sexual, conforme a doutrina médico-legal. A pelve (bacia) fornece os caracteres diferenciais mais importantes, como o ângulo subpubiano amplo, o sacro mais largo e côncavo e os diâmetros transversais maiores, em nítida adaptação ao parto. O crânio e o tórax são citados como elementos de presunção, mas não superam a pelve em relevância.
A tíbia não é considerada região de destaque para o dimorfismo sexual; seus caracteres não são tão evidentes nem confiáveis quanto os da pelve.
O crânio oferece elementos de presunção (fronte mais vertical, apófises mastoides menos desenvolvidas, capacidade craniana menor), mas a doutrina aponta a pelve como a estrutura mais importante para a diferenciação sexual.
A pelve (bacia) é a região que apresenta os achados mais evidentes de dimorfismo sexual, conforme descrito na literatura médico-legal: bacia feminina mais frágil, com maior diâmetro transversal, ângulo subpubiano amplo (cerca de 110°), sacro mais baixo e côncavo apenas na metade inferior, entre outros caracteres.
A omoplata (escápula) não é classicamente utilizada como indicador primário de dimorfismo sexual no esqueleto.
O fêmur apresenta algumas diferenças (ângulo do colo, ângulo dos côndilos: 76° na mulher vs 80° no homem), mas são menos marcantes e menos determinantes que os caracteres pélvicos.
Gabarito: letra C
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