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Questão de Raciocínio Lógico — Fundamentos de Lógica — CESPE / CEBRASPE 2025

Raciocínio LógicoFundamentos de Lógica
Código
ce209454
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
PC-DF
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista de Apoio as Atividades Policiais Civis - Especialidade: Agente Administrativo
À luz da lógica sentencial, julgue o item seguinte, acerca da proposição P: “Se o investigador não cumprir o procedimento ou identificar o suspeito errado, o juiz anulará a prova e soltará o acusado.”.Considere que o investigador cumpra o procedimento e identifique corretamente o suspeito. Nesse caso, presumindo-se verdadeira a proposição P, é correto afirmar que o juiz não anulará a prova nem soltará o acusado.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Lógica Sentencial: Condicional e a Falácia da Negação do Antecedente

ERRADO. A proposição P é uma condicional do tipo (AB)(CD)(A \lor B) \rightarrow (C \land D). O enunciado afirma que o investigador cumpriu o procedimento e identificou corretamente o suspeito, ou seja, que o antecedente é falso. Na lógica sentencial, quando o antecedente de uma condicional é falso, a proposição é verdadeira independentemente do valor do consequente. Portanto, não se pode concluir que o juiz não anulará a prova nem soltará o acusado — essa conclusão seria a falácia de negar o antecedente.

A questão cobra o entendimento da tabela-verdade do conectivo condicional (se... então...). A condicional PQP \rightarrow Q só é falsa quando o antecedente é verdadeiro e o consequente é falso. Em todos os outros casos — incluindo quando o antecedente é falso — a proposição é verdadeira. Isso significa que, se o investigador não cumprir o procedimento OU identificar o suspeito errado (antecedente falso), a proposição P é verdadeira, mas nada podemos afirmar sobre o consequente: o juiz pode anular a prova e soltar o acusado, ou não, sem que isso torne P falsa.

A banca explora exatamente a confusão entre a condicional e a bicondicional. Na bicondicional (PQP \leftrightarrow Q), a proposição é verdadeira apenas quando os dois valores são iguais; aí sim, antecedente falso implicaria consequente falso. Mas na condicional, a implicação é unilateral: o antecedente falso não força nada sobre o consequente.

P verdadeiro
P falso
Q verdadeiro
[-] Falsa (único caso)
[+] Verdadeira
Q falso
[+] Verdadeira
[+] Verdadeira
LEVEL · soulevel.com.br

Item — ❌ ERRADO

A afirmação de que "o juiz não anulará a prova nem soltará o acusado" é uma conclusão inválida. Ela comete a falácia da negação do antecedente: como o antecedente é falso, tenta-se concluir que o consequente também é falso. Mas a lógica da condicional não permite essa inferência. A única situação em que a condicional é falsa é quando o antecedente é verdadeiro e o consequente é falso. Com antecedente falso, a condicional é verdadeira, mas o consequente pode ser verdadeiro ou falso — não há como determinar.

NÃO CAIA NESSA!

Para resolver questões de condicional, monte a tabela-verdade mentalmente: a condicional só é falsa na linha V→F. Se o antecedente é falso, a proposição é verdadeira, e o consequente fica indeterminado. Não confunda com a bicondicional, que exige valores iguais.

Gabarito: ERRADO.

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