Substituição de "mas" por "embora" — Coerência e sentido
❌ ERRADO. A afirmação está incorreta porque "mas" é conjunção coordenativa adversativa, enquanto "embora" é conjunção subordinativa concessiva, pertencentes a classes diferentes e com funções sintáticas distintas. A substituição proposta não manteria a coerência nem os sentidos do texto.
No texto original, o trecho é:
"a preservação do meio ambiente foi vista, durante certo tempo, não como uma precondição para se garantir a segurança nacional e humana, mas como uma ameaça à integridade territorial e aos interesses nacionais brasileiros."
A conjunção "mas" estabelece uma oposição direta entre a negação de uma ideia e a afirmação da ideia contrária (não A, mas B). Esse é o uso típico da adversativa coordenada.
Já "embora" exigiria uma estrutura diferente: ela introduz uma oração subordinada concessiva que expressa um fato que, embora contrário, não impede a realização da oração principal. Por exemplo: "Embora a preservação não fosse vista como precondição, foi vista como ameaça" – mas isso alteraria a relação de contraste imediato e quebraria a coesão com o restante do período.
Além disso, a própria justificativa do enunciado é falsa: "embora" não é conjunção adversativa. Pertence ao grupo das concessivas, que indicam uma concessão, um obstáculo que não impede o fato principal. Portanto, a afirmação de que ambas são adversativas é um erro conceitual.
Por fim, a substituição não manteria a coerência porque a estrutura sintática do período seria desfeita: "mas" conecta dois predicados do mesmo sujeito ("foi vista... não como... mas como..."), enquanto "embora" exigiria uma reordenação e a presença de uma oração principal explícita com ideia contrastante.
Gabarito: Errado (E).