Pular para o conteúdo principal

Questão de Psicologia — Psicopatologia — CESPE / CEBRASPE 2025

PsicologiaPsicopatologia
Código
ce210566
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
PC-DF
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Gestor de Apoio as Atividades Policiais Civis - Especialidade: Psicologia
Considerando o caso hipotético apresentado, o código de ética profissional do psicólogo, sua atuação, as abordagens teóricas e a psicopatologia, julgue o item subsequente.Os sintomas de insegurança e medo de Amora associados ao fracasso persistente de falar em ambiente escolar corroboram o quadro de mutismo seletivo.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Mutismo Seletivo

❌ ERRADO. O gabarito é Errado. A afirmação de que os sintomas de Amora corroboram o quadro de mutismo seletivo está incorreta porque não preenche todos os critérios diagnósticos, especialmente o critério de duração mínima de um mês (critério C do DSM-5). O caso relata que a criança parou de falar na escola há 20 dias, tempo insuficiente. Além disso, o contexto de separação dos pais e a forte ansiedade de separação sugerem outro diagnóstico principal, como transtorno de ansiedade de separação.

De acordo com o DSM-5, o mutismo seletivo apresenta os seguintes critérios:

DSM-5 — Mutismo Seletivo (313.23 / F94.0):

A. Fracasso persistente para falar em situações sociais específicas nas quais existe a expectativa para tal (p. ex., na escola), apesar de falar em outras situações.

B. A perturbação interfere na realização educacional ou profissional ou na comunicação social.

C. A duração mínima da perturbação é um mês (não limitada ao primeiro mês de escola).

D. O fracasso para falar não se deve a um desconhecimento ou desconforto com o idioma exigido pela situação social.

E. A perturbação não é mais bem explicada por um transtorno da comunicação, nem ocorre exclusivamente durante o curso de transtorno do espectro autista, esquizofrenia ou outro transtorno psicótico.

O caso de Amora satisfaz o critério A (fracasso em falar na escola, falando em casa) e B (interferência escolar), mas falha no critério C: a duração é de apenas 20 dias, inferior a 1 mês. Além disso, o critério E pode ser evocado: os sintomas podem ser mais bem explicados por um transtorno de ansiedade de separação, considerando o estresse da separação dos pais e o medo de morrer. A própria família relata 'energia do ambiente familiar'. O DSM-5 aponta que o mutismo seletivo frequentemente é comórbido com transtorno de ansiedade social e de separação, mas o diagnóstico principal deve ser o que melhor explica o quadro.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir o candidato ao apresentar o sintoma 'fracasso persistente em falar na escola' como suficiente para o mutismo seletivo, omitindo o critério de duração mínima de um mês. No caso, são apenas 20 dias. Além disso, o contexto de separação dos pais sugere que o quadro pode ser reativo a um estressor agudo, não um transtorno de ansiedade estável. Sempre verifique todos os critérios antes de fechar o diagnóstico.

Portanto, a assertiva está errada.

❌ ERRADO.

Link permanente: /questoes/ce210566