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Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — CESPE / CEBRASPE 2025

MedicinaOrtopedia e Traumatologia
Código
ce211496
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
Polícia Federal
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Ortopedista
Em relação ao uso de torniquete e síndrome compartimental em cirurgias ortopédicas, julgue o item subsecutivo.A pressão exata na qual um torniquete deve ser inflado depende somente da pressão arterial do paciente.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Torniquete e síndrome compartimental em cirurgias ortopédicas

Gabarito: letra E (ERRADO). A pressão de inflação do torniquete não depende somente da pressão arterial do paciente; fatores como a circunferência do membro, o tipo de tecido, a idade e a pressão de perfusão sistólica também influenciam a determinação da pressão ideal. A literatura ortopédica recomenda ajustar a pressão do torniquete com base na pressão arterial sistólica do paciente, mas adicionando uma margem de segurança e considerando outros parâmetros clínicos.

O torniquete é um dispositivo utilizado em cirurgias ortopédicas para criar um campo cirúrgico exsanguíneo, reduzindo o sangramento intraoperatório e melhorando a visualização das estruturas anatômicas. A pressão de inflação deve ser suficiente para ocluir o fluxo arterial, mas não tão alta a ponto de causar danos aos tecidos moles, nervos e vasos sanguíneos. A determinação da pressão ideal envolve uma avaliação individualizada, levando em conta não apenas a pressão arterial do paciente, mas também a pressão de perfusão tecidual, a circunferência do membro e a presença de comorbidades como hipertensão arterial ou doença vascular periférica.

A síndrome compartimental é uma complicação grave que pode ocorrer após o uso prolongado ou com pressão excessiva do torniquete. Ela é definida como um aumento da pressão dentro de um compartimento osteofascial fechado, que compromete a perfusão dos músculos e nervos, podendo levar a necrose muscular, isquemia nervosa e, em casos extremos, amputação do membro. Os sintomas clássicos incluem dor desproporcional ao trauma, parestesia, paralisia, palidez e ausência de pulso. O diagnóstico é clínico, mas a medição da pressão intracompartimental pode auxiliar, especialmente em pacientes inconscientes ou não cooperativos.

Na prática, a pressão do torniquete é geralmente definida como a pressão arterial sistólica do paciente mais uma margem de segurança (por exemplo, 50 a 100 mmHg para membros superiores e 100 a 150 mmHg para membros inferiores). No entanto, essa margem pode variar conforme o protocolo institucional e as características do paciente. Por exemplo, em pacientes obesos ou com membros de grande circunferência, pode ser necessário aumentar a pressão para garantir a oclusão arterial, enquanto em pacientes pediátricos ou com tecidos delicados, pressões mais baixas são preferíveis para evitar lesões.

A banca explora a simplificação excessiva do conceito, levando o candidato a acreditar que apenas a pressão arterial é suficiente para determinar a pressão do torniquete. Na realidade, a decisão é multifatorial e exige avaliação clínica individualizada. O conhecimento dessa complexidade é essencial para evitar complicações como a síndrome compartimental, que pode ter consequências devastadoras para o paciente.

Pressão do torniquete
  • 1Fatores que influenciam
    • Pressão arterial sistólica
    • Circunferência do membro
    • Tipo de tecido
    • Idade do paciente
    • Comorbidades (ex.: HAS, doença vascular)
  • 2Margem de segurança
    • MMSS: +50 a 100 mmHg
    • MMII: +100 a 150 mmHg
  • 3Complicação
    • Síndrome compartimental
      • Dor desproporcional
      • Parestesia
      • Paralisia
      • Palidez
      • Ausência de pulso
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Alternativa E — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO

A afirmação está errada porque a pressão de inflação do torniquete não depende exclusivamente da pressão arterial do paciente. Embora a pressão arterial sistólica seja um parâmetro importante, outros fatores como a circunferência do membro, a pressão de perfusão tecidual, a idade do paciente e a presença de doenças vasculares influenciam na determinação da pressão ideal. A literatura ortopédica recomenda uma abordagem individualizada, adicionando uma margem de segurança à pressão arterial sistólica e ajustando conforme as características do paciente e do membro a ser operado.

Gabarito: letra E (ERRADO).

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