Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce211514
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- Polícia Federal
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico Ortopedista
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
Gabarito: letra C (CERTO). O teste de Godfrey é, de fato, uma manobra específica para avaliar a integridade do ligamento cruzado posterior (LCP), e sua execução consiste na aplicação de uma força posterior sobre a tíbia com o joelho flexionado a 90 graus, provocando a posteriorização passiva da tíbia. Essa é a descrição clássica do teste, que se diferencia do teste de gaveta posterior pela posição do paciente (decúbito dorsal com quadril e joelho flexionados) e pela forma de aplicação da força.
O ligamento cruzado posterior (LCP) é uma das principais estruturas estabilizadoras do joelho, responsável por impedir a translação posterior excessiva da tíbia em relação ao fêmur. Sua lesão ocorre, tipicamente, por mecanismos como trauma direto na face anterior da tíbia (como em acidentes automobilísticos com impacto no painel) ou hiperflexão súbita do joelho. Clinicamente, o paciente pode apresentar dor, edema e instabilidade, mas o diagnóstico é fundamentalmente clínico, baseado em testes específicos.
O teste de Godfrey, também conhecido como teste da queda posterior (posterior sag test), é realizado com o paciente em decúbito dorsal, com o quadril flexionado a 45 graus e o joelho flexionado a 90 graus. O examinador observa o perfil do joelho: em um joelho normal, o contorno da tuberosidade tibial anterior é visível; em caso de lesão do LCP, a tíbia "cai" posteriormente (sinal da queda posterior), fazendo com que a tuberosidade tibial se torne menos proeminente. Essa é uma manobra passiva, que não exige força do examinador, apenas a observação da posição da tíbia sob a ação da gravidade.
É importante distinguir o teste de Godfrey do teste de gaveta posterior. No teste de gaveta posterior, o paciente também está com o joelho flexionado a 90 graus, mas o examinador aplica ativamente uma força posterior sobre a tíbia proximal, empurrando-a para trás. Ambos avaliam a integridade do LCP, mas o teste de Godfrey é considerado mais sensível e específico, pois elimina a influência da contração muscular e é mais fácil de ser executado. A confusão entre esses dois testes é uma pegadinha clássica em provas de ortopedia.
A banca explora exatamente essa distinção: o enunciado descreve o teste de Godfrey como "posteriorização passiva da tíbia a 90 graus", o que está correto. A palavra-chave é "passiva", que diferencia o teste de Godfrey do teste de gaveta posterior, que é uma manobra ativa (o examinador empurra a tíbia). Portanto, a afirmativa está correta.
A afirmativa descreve corretamente o teste de Godfrey. O teste consiste na posteriorização passiva da tíbia com o joelho flexionado a 90 graus, avaliando a integridade do LCP. A palavra "passiva" é o termo-chave que distingue o teste de Godfrey do teste de gaveta posterior, que é uma manobra ativa. A descrição está em conformidade com a técnica clássica do teste.
A banca pode tentar confundir o teste de Godfrey com o teste de gaveta posterior. Ambos avaliam o LCP, mas o teste de Godfrey é passivo (observa a queda posterior da tíbia pela gravidade), enquanto o teste de gaveta posterior é ativo (o examinador empurra a tíbia para trás). A palavra "passiva" no enunciado é o que garante a correção da afirmativa.
Para memorizar, lembre-se: Godfrey = "queda posterior" (passivo, observa a tíbia caindo); Gaveta posterior = "empurra a tíbia" (ativo). Na prova, se o enunciado disser "passiva", é Godfrey; se disser "empurra", é gaveta.
Gabarito: letra C (CERTO).
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