Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce211517
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- Polícia Federal
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico Ortopedista
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: letra E (ERRADO). A limitação de abdução do quadril em uma criança de 5 meses, percebida à troca de fraldas, não caracteriza o sinal de Peter Bade — esse sinal é descrito como uma prega cutânea adicional na face medial da coxa, e não como limitação de abdução. A assimetria de abdução do quadril é um sinal clássico de suspeita de displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ), mas o nome correto do sinal descrito no enunciado é outro.
A displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) é uma condição em que há uma anormalidade na relação entre a cabeça do fêmur e o acetábulo, podendo variar desde uma instabilidade leve até uma luxação completa. É uma das condições ortopédicas mais importantes na infância, pois o diagnóstico e o tratamento precoces são determinantes para um bom prognóstico. O rastreamento clínico é feito por meio de manobras específicas, como as de Barlow e Ortolani, que são mais sensíveis nos primeiros meses de vida. A manobra de Barlow tenta deslocar a cabeça do fêmur posteriormente, enquanto a de Ortolani tenta reduzi-la, ambos com o quadril fletido. Além dessas manobras, a observação de sinais como assimetria de pregas cutâneas, limitação de abdução e diferença no comprimento dos membros inferiores são indicativos importantes de DDQ, especialmente após o período neonatal.
O sinal de Peter Bade, especificamente, é caracterizado pela presença de uma prega cutânea adicional na face medial da coxa, que pode ser um indicativo de DDQ. No entanto, é um sinal que deve ser interpretado com cautela, pois pode estar presente em crianças normais. A limitação de abdução, por sua vez, é um sinal mais específico e é classicamente associada à DDQ, mas não recebe o nome de Peter Bade. A banca, portanto, trocou o nome do sinal: a limitação de abdução é um sinal de DDQ, mas não é o sinal de Peter Bade. O sinal de Peter Bade é a prega cutânea adicional.
Na prática clínica, ao examinar uma criança com suspeita de DDQ, o ortopedista deve realizar uma avaliação completa, incluindo a inspeção das pregas cutâneas, a avaliação da abdução dos quadris e a realização das manobras de Barlow e Ortolani. A ultrassonografia é o exame de imagem de escolha até os 4-5 meses de idade, quando o quadril é predominantemente cartilaginoso. Após essa idade, a radiografia se torna mais útil. O tratamento precoce, geralmente com o suspensório de Pavlik, tem excelentes resultados.
A pegadinha desta questão está na nomenclatura: o candidato pode associar a limitação de abdução à DDQ e, por isso, marcar como correto, mas o nome do sinal está errado. É fundamental conhecer os sinais clínicos específicos da DDQ e seus nomes corretos para não cair nesse tipo de armadilha.
A afirmação está incorreta porque descreve a limitação de abdução do quadril como sinal de Peter Bade. O sinal de Peter Bade é a presença de uma prega cutânea adicional na face medial da coxa, e não a limitação de abdução. A limitação de abdução é um sinal de DDQ, mas não é o sinal de Peter Bade. A banca trocou o nome do sinal, o que torna a assertiva falsa.
A banca explora a confusão entre os sinais clínicos da displasia do desenvolvimento do quadril. O candidato pode associar a limitação de abdução à DDQ e marcar como correto, mas o nome do sinal está errado. O sinal de Peter Bade é a prega cutânea adicional, não a limitação de abdução. Fique atento aos nomes específicos dos sinais.
Gabarito: letra E (ERRADO).
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