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Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — CESPE / CEBRASPE 2025

MedicinaOrtopedia e Traumatologia
Código
ce211523
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
Polícia Federal
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Ortopedista
Paciente do sexo masculino com 61 anos de idade sofreu queda da própria altura, o que resultou em trauma no punho direito. O paciente apresentava dor e deformidade. O exame radiológico evidenciou fratura da porção distal do rádio direito.A partir das informações da situação hipotética precedente, julgue o item a seguir.O tipo de fratura que se evidencia no caso em questão corresponde, segundo a classificação de Fernandez, ao tipo I de cisalhamento.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Fraturas do rádio distal: classificação de Fernandez

Gabarito: letra E (ERRADO). A fratura distal do rádio por queda da própria altura, com dor e deformidade, corresponde ao tipo 3 (compressão) na classificação de Fernandez, e não ao tipo 1 (cisalhamento). O tipo 1 de Fernandez é a fratura por angulação dorsal ou palmar (extra-articular, como Colles e Smith), enquanto o tipo 2 é o cisalhamento (fratura de Barton). A banca trocou o mecanismo de cisalhamento pelo tipo 1, quando na verdade o cisalhamento é o tipo 2.

A classificação de Fernandez, proposta em 1993, é uma das mais utilizadas para fraturas do terço distal do rádio, pois relaciona o padrão da fratura ao mecanismo de trauma que a causou. Isso é fundamental porque o mecanismo orienta a conduta terapêutica. São cinco tipos, cada um com um mecanismo biomecânico distinto:

  • Tipo 1 — Angulação dorsal ou palmar: fraturas extra-articulares, resultantes de forças de flexão ou extensão. Exemplos clássicos são as fraturas de Colles (desvio dorsal) e de Smith (desvio volar). O mecanismo típico é a queda sobre a mão estendida.

  • Tipo 2 — Cisalhamento: fraturas intra-articulares parciais, causadas pela ação de cisalhamento do carpo sobre a superfície articular do rádio. O exemplo clássico é a fratura de Barton, que pode ter desvio dorsal ou volar. O mecanismo é a queda sobre o punho dorsifletido com o antebraço fixo em pronação.

  • Tipo 3 — Compressão: fraturas que envolvem a articulação e a metáfise, com impacção do osso subcondral e metafisário. São as mais comuns. O exemplo típico é a fratura do tipo "die-punch", causada pela compressão do semilunar contra a superfície articular do rádio.

  • Tipo 4 — Avulsão: fraturas com pequenos fragmentos avulsionados pelos ligamentos da região, como a fratura da estilóide ulnar (Chauffer ou Hutchinson).

  • Tipo 5 — Combinadas: fraturas em que há mais de um mecanismo envolvido, geralmente em traumas de alta energia.

No caso do enunciado, o paciente sofreu uma queda da própria altura — um trauma de baixa energia. Esse mecanismo, com o punho em extensão e a mão espalmada, gera tipicamente uma fratura por compressão (tipo 3), que é a mais comum. A fratura por cisalhamento (tipo 2) é menos frequente e está associada a um mecanismo específico de impacto do carpo contra a superfície articular, como na fratura de Barton.

A pegadinha da questão está em associar o tipo 1 ao cisalhamento. O tipo 1 é a fratura por angulação (extra-articular), e o cisalhamento é o tipo 2. O candidato que decora os números sem entender o mecanismo pode cair facilmente nessa inversão.

NÃO CAIA NESSA!

A banca inverte a numeração da classificação de Fernandez. O tipo 1 é a fratura por angulação (extra-articular, Colles/Smith), e o tipo 2 é o cisalhamento (intra-articular parcial, Barton). O tipo 3 é a compressão (die-punch), que é o mecanismo mais comum e o que melhor se encaixa na queda da própria altura. Memorize o mecanismo de cada tipo, não apenas o número.

1Tipo 1 — Angulação
Extra-articular
Colles (desvio dorsal)
Smith (desvio volar)
2Tipo 2 — Cisalhamento
Intra-articular parcial
Barton (dorsal ou volar)
3Tipo 3 — Compressão
Intra-articular + metáfise
Die-punch (semilunar)
Mais comum (queda da própria altura)
4Tipo 4 — Avulsão
Fragmentos por ligamentos
Estilóide ulnar (Chauffer)
5Tipo 5 — Combinadas
Múltiplos mecanismos
Alta energia
Classificação de Fernandez (rádio distal)
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Classificação de Fernandez (rádio distal): Tipo 1 — Angulação (Extra-articular, Colles (desvio dorsal), Smith (desvio volar)); Tipo 2 — Cisalhamento (Intra-articular parcial, Barton (dorsal ou volar)); Tipo 3 — Compressão (Intra-articular + metáfise, Die-punch (semilunar), Mais comum (queda da própria altura)); Tipo 4 — Avulsão (Fragmentos por ligamentos, Estilóide ulnar (Chauffer)); Tipo 5 — Combinadas (Múltiplos mecanismos, Alta energia)

Item — ❌ ERRADO

A afirmação diz que a fratura corresponde ao tipo 1 de cisalhamento. Há dois erros: (1) o tipo 1 de Fernandez é a fratura por angulação dorsal ou palmar, não por cisalhamento; (2) o cisalhamento é o tipo 2 da classificação. A fratura por queda da própria altura, com o mecanismo de compressão, seria mais bem classificada como tipo 3 (compressão), que é o mais comum. Portanto, a assertiva está incorreta.

Gabarito: letra E (ERRADO).

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