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Questão de Medicina Legal — Sexologia Forense — CESPE / CEBRASPE 2025

Medicina LegalSexologia Forense
Código
ce211825
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
Polícia Federal
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Perito Criminal Federal - Área 12: Medicina Legal
Em caso de crime de estupro, é imprescindível a coleta de referência do material genético da vítima, devendo este também ser coletado caso tenha ocorrido alguma relação consensual com menos de 72 horas, para que o material seja confrontado com o do agressor.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Crimes contra a liberdade sexual: coleta de material genético da vítima

CERTO. A afirmação está correta. Em casos de estupro, a coleta de material genético de referência da vítima (por swab oral ou sangue) é imprescindível para que se possa, por meio da comparação com o perfil genético do agressor (obtido de vestígios como sêmen, saliva etc.), identificar o autor do crime. Além disso, se a vítima teve relação sexual consensual nas últimas 72 horas, também se deve coletar a amostra referencial dela, pois o material genético do parceiro consensual pode estar presente nos vestígios e precisa ser diferenciado – ou seja, a referência da vítima serve para “subtrair” seu perfil dos vestígios, isolando o perfil do agressor.

O procedimento pericial de genética forense, conforme descrito nos Procedimentos Operacionais Padrão (POP) da perícia criminal, classifica a coleta de amostras de vítimas como uma das modalidades de coleta de referência de pessoas vivas. A amostra da vítima é fundamental para a análise de DNA, permitindo o confronto com os vestígios coletados e com amostras de suspeitos. Quando há relação consensual recente (até 72 horas), a presença de esperma ou outros vestígios do parceiro consensual pode gerar um perfil misto; a referência da vítima permite separar os perfis por exclusão. Portanto, a afirmativa está em consonância com as boas práticas da genética forense e com os protocolos de cadeia de custódia.

  1. 1Vítima: swab oral/sangue (referência)
  2. 2Vestígios do agressor (sêmen, saliva)
  3. 3Relação consensual ≤72h? Coleta parceiro
  4. 4Comparação: subtrai perfil da vítima
  5. 5Isola perfil do agressor
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Gabarito: Certo (C).

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