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Questão de Medicina Legal — Genética forense — CESPE / CEBRASPE 2025

Medicina LegalGenética forense
Código
ce212057
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
Polícia Federal
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Perito Criminal Federal - Área 19: Genética Forense:
Considerando os avanços da genética forense, que atualmente permite, além da identificação individual, a inferência de traços físicos, ancestralidade biogeográfica, hábitos de vida como o consumo de álcool e tabaco, além da identificação de inúmeras espécies, julgue o item subsecutivo.Para a obtenção de ácidos nucleicos na busca de identificação de espécies em produtos derivados de animais, como marfim, couro e embutidos (como presuntos), é necessário o rompimento da parede celular, que, devido a sua composição proteica, pode ser aberta com o uso de enzimas de atividade exonuclease.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

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Genética forense: obtenção de ácidos nucleicos

Gabarito: ❌ ERRADO. O item comete três erros fundamentais: (1) células animais não possuem parede celular; (2) a parede celular, quando presente, tem composição de celulose, quitina ou peptidoglicano, não proteica; (3) enzimas com atividade exonuclease não são usadas para romper estruturas celulares – servem para degradar ácidos nucleicos a partir das extremidades.

A extração de DNA de tecidos animais (marfim, couro, presunto) exige o rompimento da membrana celular (e nuclear), geralmente com proteinases (ex.: proteinase K) e detergentes. A parede celular é característica de vegetais, fungos e bactérias, não de células animais. Além disso, exonucleases atuam sobre o DNA/RNA, removendo nucleotídeos, e não têm função lítica sobre membranas ou paredes.

ERRADO.

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