Questão de Medicina Legal — Antropologia Forense — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce212251
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- Polícia Federal
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Perito Criminal Federal - Área 21: Antropologia Forense
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
Gabarito: ❌ ERRADO. A afirmativa de que a compatibilidade ou incompatibilidade morfológica de ossos constitui garantia absoluta de pertencerem ao mesmo indivíduo ou a indivíduos diferentes é falsa. Na antropologia forense, a análise morfológica é probabilística: ossos de pessoas distintas podem ser morfologicamente muito similares (ex.: gêmeos univitelinos), e ossos de um mesmo corpo podem apresentar variações (assimetrias, alterações patológicas) que simulam incompatibilidade. A individualização segura exige a associação de métodos morfológicos, métricos, radiológicos e, preferencialmente, genéticos (DNA).
A banca utiliza o termo "garantia absoluta" para testar o conhecimento de que, em ciência forense, não existem certezas absolutas — apenas graus de probabilidade. A literatura de medicina legal é unânime em afirmar que a identificação por ossos isolados ou fragmentados deve ser baseada em múltiplos parâmetros, nunca em um único critério morfológico.
A expressão "garantia absoluta" é o sinal de alerta. Em provas da CESPE, palavras como "absoluto", "sempre", "nunca" geralmente indicam afirmações falsas, salvo exceções muito específicas da lei. Aqui, a morfologia óssea fornece fortes indícios, mas não certeza. Fique atento: gêmeos univitelinos têm DNA quase idêntico e esqueletos muito parecidos — a morfologia sozinha não os distingue.
Conclusão: A premissa está incorreta, pois a compatibilidade morfológica não é garantia absoluta, e a incompatibilidade também não o é (pode ser intraindividual). Portanto, a resposta é ERRADO.
Gabarito: ❌ ERRADO
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