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Questão de Direito Civil — Direito das Coisas / Direitos Reais — CESPE / CEBRASPE 2025

Direito CivilDireito das Coisas / Direitos Reais
Código
ce212988
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
Prefeitura de Andradina - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Procurador Jurídico Municipal
Considerando a situação hipotética apresentada, julgue o item que se segue, de acordo com o Código Civil e a jurisprudência do STJ.Maria poderá obter a aquisição originária do bem derivada da usucapião especial urbana, desde que comprove a posse do imóvel por cinco anos ininterruptos e sem oposição e não seja proprietária de outro imóvel, urbano ou rural.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Usucapião Especial Urbana

Gabarito: Certo. O enunciado descreve corretamente os requisitos da usucapião especial urbana prevista no art. 183 da Constituição Federal e no art. 1.240 do Código Civil. Trata-se de modalidade de aquisição originária da propriedade imóvel, independente de título ou boa-fé, desde que cumpridos os requisitos legais.

Para a usucapião especial urbana, exige-se:

  • Imóvel urbano de até 250 m²;

  • Posse mansa, pacífica e ininterrupta por 5 anos;

  • Utilização para moradia própria ou da família;

  • Não ser proprietário de outro imóvel urbano ou rural;

  • Não ter sido beneficiado anteriormente por essa modalidade.

No caso, Maria possui um imóvel de 80 m², nele reside com seus filhos há tempo suficiente (a situação narrada indica posse, e a notificação de Pedro sugere que a posse pode ser contestada, mas o item exige apenas que ela comprove os requisitos). Se ela comprovar os 5 anos de posse ininterrupta e sem oposição, e não possuir outro imóvel, preenche as condições para a usucapião especial urbana. A notificação extrajudicial de Pedro, por si só, não afasta a posse ad usucapionem, pois o prazo de 30 dias para retirada não configura oposição efetiva que desconfigure a posse mansa e pacífica (jurisprudência do STJ).

Portanto, a afirmativa está correta.

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