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Questão de Administração Financeira e Orçamentária — Restos a Pagar — CESPE / CEBRASPE 2025

Administração Financeira e OrçamentáriaRestos a Pagar
Código
ce213103
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
Prefeitura de Aracaju - SE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Procurador Municipal
Julgue o item a seguir, a respeito de orçamento público e gestão patrimonial, considerando a legislação financeira e orçamentária vigente, a Constituição Federal de 1988 e a jurisprudência dos tribunais superiores.Segundo a jurisprudência do STF, é legítima a previsão contida em Constituição estadual que, com vistas a garantir o efetivo cumprimento do orçamento impositivo dentro do exercício financeiro da respectiva lei orçamentária anual (LOA), vede a inscrição em restos a pagar das despesas decorrentes das emendas parlamentares impositivas.
  1. CCerto
  2. EErrado
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Restos a Pagar e Emendas Parlamentares Impositivas

ERRADO. A afirmativa está incorreta. O STF não considera legítima a previsão em Constituição estadual que vede a inscrição em restos a pagar das despesas decorrentes de emendas parlamentares impositivas. Tal vedação conflita com a competência da União para legislar sobre normas gerais de direito financeiro (CF, art. 24, I e §1º) e com o regime jurídico dos restos a pagar estabelecido pela Lei 4.320/1964 e pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Os restos a pagar são despesas empenhadas e não pagas dentro do exercício financeiro, constituindo-se em dívida flutuante, conforme o art. 92, I, da Lei 4.320/1964:

Art. 92Lei-4320

Art. 92 — A dívida flutuante compreende:

I — os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida.

A LRF, em seu art. 42, estabelece regras para evitar o acúmulo de restos a pagar no final de mandato, mas não proíbe a inscrição. Pelo contrário, o orçamento impositivo das emendas individuais (CF, art. 166, §9º e §11) garante a execução das despesas, inclusive com a possibilidade de inscrição em restos a pagar quando não pagas no exercício. A Constituição estadual não pode impor restrição mais severa que a legislação federal, sob pena de violar o pacto federativo e o princípio da simetria.

Portanto, a jurisprudência do STF é no sentido da ilegitimidade de tal vedação. ❌ ERRADO.

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