Questão de Medicina — Oncologia — CESPE / CEBRASPE 2025
Medicina›Oncologia
Código
ce213805
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
Prefeitura de Boa Vista - RR
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Especialidade: Cirurgião Torácico
No que se refere à cirurgia oncológica para ressecção completa de neoplasias pulmonares, assinale a opção correta.
AUma ressecção R1 caracteriza-se pela presença de tumor microscópico residual por envolvimento tumoral das margens da ressecção, extensão extracapsular da lesão por acometimento de linfonodos isolados ou presentes na margem da lesão pulmonar, e(ou) quando houver citologia positiva de derrames pleurais ou pericárdicos mesmo na ausência de metástases pleurais ou pericárdicas macroscópicas.
BO R(un) é definido quando o linfonodo mediastinal mais elevado é negativo e as cadeias mediastinais retiradas correspondem a 3 N1 ou 3 N2 negativos.
CA definição de ressecção R2 requer a constatação de tumor residual microscópico e tumores conhecidos positivos removidos.
DPode-se considerar uma ressecção R0 atípica mesmo quando o linfonodo mediastinal mais elevado for positivo.
EA via de acesso para cirurgia oncológica e a classificação de definição da ressecção (R) não afetam a avaliação de prognóstico.
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GabaritoA — Uma ressecção R1 caracteriza-se pela presença de tumor microscópico residual por envolvimento tumoral das margens da ressecção, extensão extracapsular da lesão por acometimento de linfonodos isolados ou presentes na margem da lesão pulmonar, e(ou) quando houver citologia positiva de derrames pleurais ou pericárdicos mesmo na ausência de metástases pleurais ou pericárdicas macroscópicas.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Classificação de ressecção cirúrgica (R) em neoplasias pulmonares
Gabarito: letra A. A ressecção R1 é definida pela presença de doença residual microscópica, que pode se manifestar por margens cirúrgicas comprometidas, extensão extracapsular de linfonodos ou citologia positiva de derrame pleural/pericárdico, mesmo sem doença macroscópica visível. As demais alternativas distorcem os conceitos de R0, R1, R2 e R(un), que são critérios padronizados para avaliar a completeza da ressecção oncológica.
A classificação de ressecção cirúrgica (R) é um dos pilares da avaliação prognóstica em cirurgia oncológica, especialmente no câncer de pulmão. Ela descreve se o tumor foi completamente removido ou se há doença residual, sendo dividida em três categorias principais: R0 (ressecção completa, sem doença residual), R1 (doença residual microscópica) e R2 (doença residual macroscópica). Essa classificação é fundamental porque a presença de doença residual, mesmo microscópica, está associada a maior risco de recidiva local e pior sobrevida.
A definição de R1 é particularmente detalhada e inclui três situações específicas: (1) envolvimento tumoral das margens de ressecção, (2) extensão extracapsular da lesão por acometimento de linfonodos isolados ou presentes na margem da lesão pulmonar, e (3) citologia positiva de derrames pleurais ou pericárdicos, mesmo na ausência de metástases macroscópicas. Essa última situação é crucial: a presença de células malignas no líquido pleural ou pericárdico, mesmo sem nódulos visíveis, já configura doença residual microscópica e, portanto, uma ressecção R1.
A distinção entre R1 e R2 é essencial: enquanto R1 se refere a doença residual microscópica (não visível a olho nu), R2 se refere a doença residual macroscópica (tumor visível que não foi completamente removido). Já a ressecção R0 é o objetivo ideal da cirurgia oncológica, significando que não há evidência de doença residual, seja microscópica ou macroscópica. Existe também a classificação R(un), que se refere a uma ressecção incompleta ou incerta, quando não é possível determinar com segurança se a ressecção foi completa.
Na prática clínica, a avaliação da ressecção R é feita pelo patologista, que examina cuidadosamente as margens cirúrgicas, os linfonodos ressecados e o líquido pleural/pericárdico, quando presente. Essa avaliação é fundamental para orientar o tratamento adjuvante e estimar o prognóstico do paciente. Por exemplo, um paciente com ressecção R1 pode se beneficiar de quimioterapia adjuvante ou radioterapia, enquanto um paciente com R0 pode não necessitar de tratamento adicional.
A pegadinha desta questão está na inversão dos conceitos: a banca troca as definições de R1, R2 e R(un), além de afirmar que a via de acesso cirúrgico não afeta o prognóstico, o que é incorreto. O candidato precisa dominar com precisão os critérios de cada classificação para não cair nessas armadilhas.
Classificação
Definição
Característica principal
R0
Ressecção completa
Ausência de doença residual (microscópica ou macroscópica)
R1
Doença residual microscópica
Margens comprometidas, extensão extracapsular de linfonodos ou citologia positiva de derrame pleural/pericárdico
R2
Doença residual macroscópica
Tumor visível não completamente removido
R(un)
Ressecção incompleta/incerta
Não é possível determinar se a ressecção foi completa
Classificação R (ressecção oncológica): R0 (Sem doença residual, Margens e linfonodos negativos); R1 (Doença residual microscópica, Margens comprometidas, Extensão extracapsular de linfonodos, Citologia positiva de derrame pleural/pericárdico); R2 (Doença residual macroscópica, Tumor visível não removido); R(un) (Não é possível determinar completeza)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta alternativa descreve corretamente a definição de ressecção R1. Ela menciona os três critérios que caracterizam doença residual microscópica: envolvimento tumoral das margens, extensão extracapsular de linfonodos e citologia positiva de derrames pleurais ou pericárdicos, mesmo sem metástases macroscópicas. Essa é a definição padronizada de R1 na cirurgia oncológica pulmonar.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa define R(un) de forma incorreta. R(un) se refere a uma ressecção em que não é possível determinar se houve ressecção completa, não a uma situação específica de linfonodos negativos. A descrição apresentada (linfonodo mediastinal mais elevado negativo e 3 N1 ou 3 N2 negativos) não corresponde a nenhuma classificação R padrão.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa inverte o conceito de R2. R2 é definido pela presença de tumor residual macroscópico, não microscópico. A descrição de "tumor residual microscópico" é característica de R1, não de R2. Além disso, a expressão "tumores conhecidos positivos removidos" é confusa e não corresponde à definição de R2.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que uma ressecção R0 atípica pode ser considerada mesmo quando o linfonodo mediastinal mais elevado é positivo. Isso é incorreto: a presença de linfonodo positivo indica doença residual e impede a classificação como R0. R0 exige ausência completa de doença residual, incluindo linfonodos negativos.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que a via de acesso cirúrgico e a classificação R não afetam a avaliação de prognóstico. Isso é falso: a classificação R é um dos fatores prognósticos mais importantes em cirurgia oncológica, e a via de acesso pode influenciar a morbidade e a qualidade da ressecção, impactando indiretamente o prognóstico.
NÃO CAIA NESSA!
A banca inverte os conceitos de R1 e R2, trocando "microscópico" por "macroscópico" e vice-versa. Além disso, tenta confundir o candidato com definições inventadas de R(un) e R0 atípica. Memorize: R0 = sem doença residual, R1 = doença residual microscópica, R2 = doença residual macroscópica.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, lembre-se da escala: R0 (zero doença) → R1 (um pouco, microscópica) → R2 (dois, macroscópica). A via de acesso e a classificação R sempre influenciam o prognóstico.