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Questão de Medicina — Neurologia — CESPE / CEBRASPE 2025

MedicinaNeurologia
Código
ce214039
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
Prefeitura de Boa Vista - RR
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Especialidade: Neurologista
A queixa mais comum associada às paralisias oculomotoras é
  1. Aamaurose.
  2. Bdiplopia.
  3. Cpapiledema.
  4. Ddor ocular.
  5. Eptose palpebral.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — diplopia.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Paralisias oculomotoras: a queixa cardinal

Gabarito: letra B. A diplopia (visão dupla) é a queixa mais comum associada às paralisias oculomotoras, pois o desalinhamento dos eixos visuais faz com que o cérebro receba duas imagens diferentes do mesmo objeto. As demais alternativas (amaurose, papiledema, dor ocular e ptose palpebral) podem estar presentes em algumas condições, mas não são a queixa mais frequente e característica dessas paralisias.

As paralisias oculomotoras são distúrbios da motilidade ocular extrínseca, decorrentes de lesões nos nervos cranianos III (oculomotor), IV (troclear) e VI (abducente), ou nos próprios músculos extraoculares. Quando um desses nervos ou músculos falha, os dois olhos deixam de se mover de forma conjugada, e o paciente passa a enxergar duas imagens sobrepostas — a diplopia. Essa é a queixa que leva o paciente a procurar atendimento, pois interfere diretamente na visão binocular e na qualidade de vida.

A diplopia pode ser binocular (presente com os dois olhos abertos, desaparece ao ocluir um olho) ou monocular (persiste com um olho fechado, geralmente por problema ocular, como catarata ou astigmatismo). Nas paralisias oculomotoras, a diplopia é tipicamente binocular e piora na direção do olhar em que o músculo paralisado atua. Por exemplo, na paralisia do nervo abducente (VI), a diplopia é mais intensa ao olhar para o lado do olho afetado, pois o músculo reto lateral não consegue abduzir o olho.

A ptose palpebral (queda da pálpebra superior) é um sinal frequente na paralisia do III nervo craniano, mas não é a queixa principal — o paciente geralmente se queixa primeiro da visão dupla. A amaurose (perda total da visão) é um sintoma de lesão do nervo óptico ou da retina, não das paralisias oculomotoras. O papiledema (edema do disco óptico) é um sinal de hipertensão intracraniana, não uma queixa associada à paralisia oculomotora. A dor ocular pode ocorrer em algumas causas (como aneurisma comprimindo o III nervo), mas não é a queixa mais comum.

Na prática clínica, a avaliação de um paciente com suspeita de paralisia oculomotora começa pela história: o paciente relata "visão dupla" ao ler, ao descer escadas ou ao dirigir. O exame físico confirma o déficit de movimento ocular e ajuda a localizar a lesão. A distinção entre diplopia binocular e monocular é o primeiro passo do raciocínio diagnóstico, e a direção do desvio (horizontal, vertical ou torcional) aponta para o nervo ou músculo comprometido.

A banca explora a confusão entre os sinais e sintomas que acompanham as paralisias oculomotoras: enquanto a ptose e a dor podem estar presentes, a diplopia é a queixa que define o quadro. Guarde essa hierarquia: na paralisia oculomotora, o sintoma cardinal é a diplopia; os demais são achados associados.

Paralisias oculomotoras
  • 1Queixa cardinal
    • Diplopia (visão dupla)
  • 2Sinais associados
    • Ptose palpebral (III nervo)
    • Dor ocular (aneurisma, neuropatia isquêmica)
  • 3Diagnóstico diferencial
    • Amaurose (nervo óptico/retina)
    • Papiledema (hipertensão intracraniana)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A amaurose é a perda total da visão, geralmente por lesão do nervo óptico, retina ou vias visuais — não é consequência da paralisia dos músculos extraoculares. Na paralisia oculomotora, a acuidade visual permanece preservada; o que ocorre é a percepção de duas imagens (diplopia).

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A diplopia é a queixa mais comum e característica das paralisias oculomotoras. O desalinhamento dos eixos visuais faz com que o objeto seja projetado em pontos retinianos não correspondentes, gerando a percepção de duas imagens. É o sintoma que leva o paciente a procurar o médico e que orienta a investigação diagnóstica.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O papiledema é o edema do disco óptico, secundário à hipertensão intracraniana. Não é uma queixa (é um sinal ao exame de fundo de olho) e não está diretamente relacionado às paralisias oculomotoras, embora a hipertensão intracraniana possa causar paralisia do VI nervo como sinal de falso localizatório.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A dor ocular pode ocorrer em algumas causas de paralisia oculomotora (como na compressão por aneurisma ou na neuropatia isquêmica), mas não é a queixa mais comum. A dor é um sintoma inespecífico e não define o quadro de paralisia oculomotora.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A ptose palpebral é um sinal frequente na paralisia do III nervo craniano (devido à paralisia do músculo levantador da pálpebra), mas não é a queixa mais comum. O paciente pode notar a pálpebra caída, porém a diplopia é o sintoma que mais o incomoda e o leva a buscar atendimento.

Gabarito: letra B

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