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Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — CESPE / CEBRASPE 2025

MedicinaOrtopedia e Traumatologia
Código
ce214048
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
Prefeitura de Boa Vista - RR
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Especialidade: Ortopedista
A respeito da lesão em alça de balde, julgue os próximos itens.I Uma das indicações cirúrgicas para o tratamento desse tipo de lesão é a presença de instabilidade vertical.II A presença de deformidade persistente em rotação lateral é uma das indicações cirúrgicas deste tipo de lesão.III Na vigência de discrepância significativa dos membros inferiores, deverá ser realizada a redução da fratura.Assinale opção correta.
  1. ANenhum item está certo.
  2. BApenas o item II está certo.
  3. CApenas o item III está certo.
  4. DApenas os itens I e II estão certos.
  5. EApenas os itens I e III estão certos.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Apenas o item III está certo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Lesão em alça de balde (fratura pélvica)

Gabarito: letra C. Apenas o item III está correto: na vigência de discrepância significativa dos membros inferiores, deve ser realizada a redução da fratura. Os itens I e II estão incorretos porque a instabilidade vertical e a deformidade persistente em rotação lateral não são indicações cirúrgicas para o tratamento da lesão em alça de balde — a instabilidade vertical é tratada com tração (não cirurgia) e a deformidade em rotação lateral é uma indicação de tratamento conservador com balancim e gesso.

A lesão em alça de balde é uma fratura da cintura pélvica, mais comum em crianças, caracterizada por uma avulsão da crista ilíaca que se desloca lateralmente, como uma alça de balde. O tratamento depende de fatores como idade da criança, estabilidade da fratura e condições gerais do paciente. Fraturas estáveis e pacientes mais jovens podem ser tratados conservadoramente, com repouso, aparelho gessado ou tração. Já as lesões instáveis, especialmente em crianças acima de dez anos, e as fraturas expostas, geralmente têm indicação cirúrgica.

A instabilidade vertical, mencionada no item I, é uma condição em que há deslocamento vertical da hemipelve. O texto de apoio indica que a tração pode ser utilizada para a instabilidade vertical, mas não é efetiva para reduzir a hemiascensão. Ou seja, a tração é uma opção de tratamento, não uma indicação cirúrgica. A cirurgia é reservada para casos de instabilidade vertical que não respondem ao tratamento conservador, mas a simples presença de instabilidade vertical não é, por si só, uma indicação cirúrgica.

A deformidade persistente em rotação lateral, mencionada no item II, é uma condição em que a hemipelve roda lateralmente. O texto de apoio indica que a tração e o balancim, seguidos ou não de imobilização gessada, são utilizados para o tratamento das fraturas com instabilidade rotacional isolada. Ou seja, a deformidade em rotação lateral é tratada de forma conservadora, não cirúrgica.

A discrepância significativa dos membros inferiores, mencionada no item III, é uma complicação que pode ocorrer após a fratura pélvica, especialmente em crianças acima de oito anos, onde a redução da hemiascensão é particularmente difícil. O texto de apoio indica que a discrepância leva a um mau resultado funcional, portanto, deve ser realizada a redução da fratura para corrigir essa discrepância.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre as indicações de tratamento conservador e cirúrgico. O candidato pode pensar que a instabilidade vertical e a deformidade em rotação lateral são indicações cirúrgicas, mas o texto de apoio mostra que ambas são tratadas de forma conservadora. A única indicação cirúrgica clara é a discrepância significativa dos membros inferiores, que exige redução da fratura.

Lesão em alça de balde
  • 1Tratamento conservador
    • Instabilidade rotacional
      • deformidade em rotação lateral
    • Instabilidade vertical (tração)
  • 2Indicação cirúrgica
    • Discrepância significativa dos MMII
    • Fratura exposta
    • Instabilidade vertical refratária
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Item I — ❌ Incorreto

A instabilidade vertical não é uma indicação cirúrgica para o tratamento da lesão em alça de balde. O texto de apoio afirma que "a tração pode ser utilizada para a instabilidade vertical, porém, não é efetiva para reduzir a hemiascensão". Ou seja, a tração é uma opção de tratamento, mas não é uma indicação cirúrgica. A cirurgia é reservada para casos de instabilidade vertical que não respondem ao tratamento conservador, mas a simples presença de instabilidade vertical não é, por si só, uma indicação cirúrgica.

Item II — ❌ Incorreto

A deformidade persistente em rotação lateral não é uma indicação cirúrgica para o tratamento da lesão em alça de balde. O texto de apoio afirma que "temos obtido bons resultados no tratamento das fraturas com instabilidade rotacional isolada com o uso de tração e balancim, seguido ou não de imobilização gessada". Ou seja, a deformidade em rotação lateral é tratada de forma conservadora, não cirúrgica.

Item III — ✅ Correto

Na vigência de discrepância significativa dos membros inferiores, deverá ser realizada a redução da fratura. O texto de apoio afirma que "a redução da hemiascensão é particularmente difícil acima dos oito anos de idade, e a discrepância leva a um mau resultado funcional". Portanto, a redução da fratura é necessária para corrigir a discrepância e evitar um mau resultado funcional.

Conclusão: Corretos: apenas o item III → portanto a alternativa é a letra C.

Gabarito: letra C

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