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Questão de Economia — Setor Financeiro — CESPE / CEBRASPE 2025

EconomiaSetor Financeiro
Código
ce214392
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista em Finanças Públicas - Especialidade: Administrativo-Financeira
Uma empresa industrial que opera em um mercado ciclicamente volátil está revisando sua estratégia de gestão de caixa para evitar escassez durante períodos de baixa atividade e para explorar oportunidades de investimento durante os períodos de alta.Na situação hipotética apresentada, para melhorar sua posição de caixa e otimizar a liquidez, a empresa industrial em questão deve
  1. Amanter altos saldos de caixa a fim de garantir liquidez, mesmo que isso signifique perda de oportunidades de investimento devido a recursos ociosos.
  2. Butilizar linhas de crédito de curto prazo como principal fonte de liquidez, evitando acumular saldos de caixa significativos.
  3. Cimplementar uma política de gestão de caixa que conjugue previsões detalhadas de fluxo de caixa, ajuste dinâmico dos estoques e investimento em instrumentos financeiros de alta liquidez e baixo risco para balancear manutenção de caixa e retorno.
  4. Dconcentrar esforços na redução de custos operacionais imediatos, sem necessidade de considerar o impacto na capacidade de servir ao mercado em momentos de alta demanda.
  5. Einvestir exclusivamente em ativos de longo prazo para maximizar rendimentos, em detrimento da flexibilidade financeira imediata.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — implementar uma política de gestão de caixa que conjugue previsões detalhadas de fluxo de caixa, ajuste dinâmico dos estoques e investimento em instrumentos financeiros de alta liquidez e baixo risco para balancear manutenção de caixa e retorno.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Gestão de Caixa em Mercado Volátil

Gabarito: letra C. Em um mercado ciclicamente volátil, a empresa precisa equilibrar a manutenção de liquidez para períodos de baixa com a geração de retorno em momentos de alta. A alternativa C propõe exatamente isso: previsões detalhadas de fluxo de caixa para antecipar necessidades, ajuste dinâmico dos estoques para liberar capital de giro e investimento em instrumentos financeiros de alta liquidez e baixo risco (como CDBs com liquidez diária ou fundos de renda fixa curtos), que permitem resgate rápido sem perda significativa de valor. Essa abordagem maximiza a eficiência do caixa, evitando tanto a ociosidade excessiva quanto a dependência de crédito externo.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Manter altos saldos de caixa garante liquidez, mas sacrifica oportunidades de investimento. Recursos ociosos geram custo de oportunidade, reduzindo a rentabilidade da empresa. Não é uma gestão otimizada, especialmente quando há alternativas de baixo risco e alta liquidez.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Utilizar linhas de crédito de curto prazo como principal fonte de liquidez é arriscado. Em períodos de baixa atividade, o crédito pode se tornar escasso ou mais caro (spreads maiores), justamente quando a empresa mais precisa. Além disso, a dependência de terceiros aumenta o risco financeiro. O ideal é ter uma base de caixa próprio para emergências.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A combinação de previsão de fluxo de caixa, ajuste de estoques e investimentos em ativos de alta liquidez e baixo risco permite à empresa navegar a volatilidade: mantém liquidez para as crises e capitaliza os excedentes em momentos de alta, sem comprometer a flexibilidade. É a prática recomendada de gestão de caixa.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Reduzir custos operacionais imediatos sem considerar o impacto na capacidade de atender à demanda futura é uma visão de curto prazo. Em um mercado volátil, é essencial manter capacidade produtiva para aproveitar picos de demanda. Corte cego pode prejudicar a competitividade.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Investir exclusivamente em ativos de longo prazo sacrifica a liquidez imediata. Em uma crise, a empresa precisaria vender esses ativos com deságio ou incorrer em custos de resgate, comprometendo a flexibilidade financeira. A gestão de caixa exige um mix entre curto e longo prazo, priorizando liquidez.

NÃO CAIA NESSA!

A alternativa B parece moderna e eficiente, mas esquece que o crédito de curto prazo não é confiável em cenários de restrição. O candidato pode confundir 'não acumular caixa' com 'financiar-se por crédito', mas a gestão prudente exige uma reserva de liquidez própria.

Gabarito: letra C.

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