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Questão de Contabilidade Pública — Demonstrativos Fiscais — CESPE / CEBRASPE 2025

Contabilidade PúblicaDemonstrativos Fiscais
Código
ce214402
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista em Finanças Públicas - Especialidade: Contábil-Financeira
De acordo com o Manual de Demonstrativos Fiscais (14.ª edição), no Demonstrativo 1 – Metas Anuais, a metodologia de projeção das receitas orçamentárias deve
  1. Aconsiderar a série histórica de arrecadação, ajustada por parâmetros de preço, quantidade e legislação, buscando traduzir matematicamente o comportamento da arrecadação.
  2. Badotar uma abordagem conservadora, que subestime as receitas, a fim de evitar frustrações de arrecadação e garantir o cumprimento das metas fiscais estabelecidas.
  3. Cpriorizar o uso de modelos estatísticos complexos, que considerem um amplo conjunto de variáveis macroeconômicas e setoriais, a fim de garantir a máxima precisão das estimativas.
  4. Dbasear-se exclusivamente em dados históricos de arrecadação, ajustados pela inflação, a fim de evitar a influência de fatores externos e garantir a comparabilidade das informações.
  5. Eutilizar projeções lineares, que assumem um crescimento constante das receitas ao longo do tempo, com base na média dos resultados dos últimos cinco exercícios financeiros.
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GabaritoA — considerar a série histórica de arrecadação, ajustada por parâmetros de preço, quantidade e legislação, buscando traduzir matematicamente o comportamento da arrecadação.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Demonstrativo 1 – Metas Anuais: Metodologia de Projeção de Receitas

Gabarito: letra A. De acordo com o Manual de Demonstrativos Fiscais (MDF), 14ª edição, a projeção das receitas orçamentárias no Demonstrativo 1 – Metas Anuais deve considerar a série histórica de arrecadação, ajustada por parâmetros de preço, quantidade e legislação, buscando traduzir matematicamente o comportamento da arrecadação. Essa metodologia visa fornecer estimativas realistas e fundamentadas, em consonância com o art. 4º, §2º, II, da LRF, que exige memória e metodologia de cálculo para as metas fiscais.

As demais alternativas apresentam distorções em relação ao que o MDF preconiza, seja por sugerir abordagens conservadoras demais, modelos excessivamente complexos, ou simplificações lineares inadequadas.

  1. 1Série histórica de arrecadação
  2. 2Ajustes por parâmetros
  3. 3Preço (inflação)
  4. 4Quantidade (atividade econômica)
  5. 5Legislação (mudanças tributárias)
  6. 6Modelagem matemática do comportamento
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O MDF orienta que a projeção das receitas deve basear-se na série histórica de arrecadação, com ajustes por parâmetros de preço (inflação), quantidade (volume de atividade econômica) e legislação (mudanças tributárias). A modelagem matemática busca capturar o padrão de comportamento da arrecadação, garantindo consistência com as premissas macroeconômicas e a política fiscal.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A abordagem conservadora que subestima as receitas não é a recomendada. O MDF exige projeções realistas, não pessimistas; subestimar pode comprometer o planejamento e a alocação de recursos. A LRF (art. 9º) trata da limitação de empenho quando há frustração de arrecadação, mas a projeção inicial deve ser a mais precisa possível, não deliberadamente reduzida.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O MDF não prioriza modelos estatísticos complexos nem exige amplo conjunto de variáveis macroeconômicas e setoriais. A metodologia deve ser clara, transparente e de fácil compreensão, utilizando dados históricos e ajustes objetivos. Modelos excessivamente complexos podem comprometer a replicabilidade e a fiscalização.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A projeção não se baseia exclusivamente em dados históricos ajustados pela inflação. É necessário considerar também mudanças na legislação, na atividade econômica e outros fatores que afetam a arrecadação. Ajustar apenas pela inflação ignora variáveis relevantes e pode distorcer as estimativas.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Projeções lineares com base na média dos últimos cinco anos não são o método indicado. O MDF adota modelagem que considera tendências, sazonalidades e choques, e não assume crescimento constante. Projeções lineares simplificam excessivamente a dinâmica da receita, gerando estimativas imprecisas.

NÃO CAIA NESSA!

A alternativa B pode atrair quem associa prudência fiscal à subestimação de receitas. No entanto, o MDF e a LRF (art. 4º, §2º, II) exigem memória e metodologia de cálculo que justifiquem os resultados pretendidos, ou seja, projeções realistas, não conservadoras a ponto de subestimar. Fique atento: "conservador" não é sinônimo de "subestimar" no contexto do MDF; a recomendação é que as estimativas sejam factíveis e baseadas em fundamentos sólidos.

Gabarito: letra A.

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