Questão de Administração Financeira e Orçamentária — Despesa Pública — CESPE / CEBRASPE 2025
Administração Financeira e Orçamentária›Despesa Pública
Código
ce214410
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista em Finanças Públicas - Especialidade: Contábil-Financeira
Em um cenário de crise econômica prolongada, com queda na arrecadação e aumento do desemprego, uma providência adequada para mitigar o risco de aumento das despesas públicas com benefícios sociais seria
Aadotar medidas de estímulo à economia, como a redução de impostos sobre a produção e o consumo, para aumentar a arrecadação no longo prazo.
Baumentar a alíquota de impostos sobre o patrimônio, a fim de recompor a arrecadação de forma progressiva e financiar os benefícios sociais.
Ccriar um programa de transferência de renda condicionada, com critérios rigorosos de elegibilidade e acompanhamento dos beneficiários.
Dimplementar um programa de revisão e priorização das despesas, com foco na manutenção dos serviços essenciais e na otimização dos gastos, incluindo-se a suspensão de programas sociais não prioritários.
Erenegociar contratos de dívida com instituições financeiras, de forma a alongar os prazos de pagamento e a reduzir os encargos.
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GabaritoD — implementar um programa de revisão e priorização das despesas, com foco na manutenção dos serviços essenciais e na otimização dos gastos, incluindo-se a suspensão de programas sociais não prioritários.
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Gestão de Despesas Públicas em Cenário de Crise
Gabarito: letra D. Em um cenário de crise econômica prolongada, com queda na arrecadação e aumento do desemprego, a providência mais adequada para mitigar o risco de aumento das despesas públicas com benefícios sociais é implementar um programa de revisão e priorização das despesas, com foco na manutenção dos serviços essenciais e na otimização dos gastos, incluindo-se a suspensão de programas sociais não prioritários. Essa medida está alinhada aos princípios da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que exige planejamento, transparência e controle fiscal, especialmente em momentos de restrição de receita.
A questão aborda a gestão da despesa pública em um contexto de crise, onde a arrecadação cai e a demanda por benefícios sociais aumenta. O desafio é conciliar a necessidade de manter os serviços essenciais com a limitação de recursos. A alternativa correta (D) propõe uma abordagem de priorização de gastos, que é a medida mais direta e eficaz para controlar o aumento das despesas, pois envolve a revisão de todos os programas e a alocação de recursos para aqueles considerados essenciais, suspendendo ou reduzindo os não prioritários. Essa é uma prática de gestão fiscal responsável, que busca a eficiência e a eficácia na aplicação dos recursos públicos.
As demais alternativas, embora possam ser medidas válidas em outros contextos, não atacam diretamente o problema do aumento das despesas com benefícios sociais em um cenário de crise. A alternativa A, por exemplo, propõe redução de impostos, o que pode até piorar a arrecadação no curto prazo. A alternativa B, aumento de impostos sobre o patrimônio, pode ser impopular e demorada para gerar efeitos. A alternativa C, criação de um programa de transferência de renda condicionada, pode aumentar ainda mais as despesas. A alternativa E, renegociação de dívidas, não resolve o problema do aumento das despesas com benefícios sociais.
Medidas em crise (mitigar aumento de despesas sociais): Redução de impostos (A) (agrava arrecadação no curto prazo); Aumento de impostos (B) (impopular e sem efeito imediato); Novo programa de transferência (C) (aumenta ainda mais as despesas); Revisão e priorização de gastos (D) (mantém serviços essenciais, suspende programas não prioritários, alinhada à LRF); Renegociação de dívidas (E) (não ataca o problema das despesas sociais)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A redução de impostos sobre a produção e o consumo, embora possa estimular a economia no longo prazo, não é uma medida imediata para mitigar o risco de aumento das despesas com benefícios sociais. Em um cenário de crise, a arrecadação já está em queda, e a redução de impostos pode agravar ainda mais a situação fiscal no curto prazo, sem garantir que o aumento da arrecadação no longo prazo compense. A medida é de natureza econômica, não de gestão orçamentária, e não ataca diretamente o problema do aumento das despesas com benefícios sociais.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Aumentar a alíquota de impostos sobre o patrimônio pode recompor a arrecadação de forma progressiva, mas não é uma medida adequada para mitigar o risco de aumento das despesas com benefícios sociais em um cenário de crise. O aumento de impostos pode ser impopular e gerar resistência política, além de não ter efeito imediato sobre a arrecadação. Além disso, a medida não aborda diretamente a necessidade de priorizar e otimizar os gastos públicos, que é o cerne do problema.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Criar um programa de transferência de renda condicionada, com critérios rigorosos de elegibilidade e acompanhamento dos beneficiários, pode ser uma medida social importante, mas não é a providência mais adequada para mitigar o risco de aumento das despesas públicas com benefícios sociais em um cenário de crise. Pelo contrário, a criação de um novo programa de transferência de renda aumentaria ainda mais as despesas públicas, justamente o que se busca evitar. A medida não prioriza a revisão e a otimização dos gastos existentes, mas sim a expansão de novos gastos.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Implementar um programa de revisão e priorização das despesas, com foco na manutenção dos serviços essenciais e na otimização dos gastos, incluindo-se a suspensão de programas sociais não prioritários, é a medida mais adequada para mitigar o risco de aumento das despesas públicas com benefícios sociais em um cenário de crise. Essa medida está alinhada aos princípios da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que exige planejamento, transparência e controle fiscal, especialmente em momentos de restrição de receita. A revisão e a priorização das despesas permitem que o governo mantenha os serviços essenciais, como saúde e educação, e suspenda ou reduza programas não prioritários, otimizando a aplicação dos recursos públicos.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Renegociar contratos de dívida com instituições financeiras, de forma a alongar os prazos de pagamento e a reduzir os encargos, pode melhorar a situação fiscal do ente público, mas não é a providência mais adequada para mitigar o risco de aumento das despesas públicas com benefícios sociais. A renegociação de dívidas não ataca diretamente o problema do aumento das despesas com benefícios sociais, que é o foco da questão. A medida é de natureza financeira, não de gestão orçamentária, e não aborda a necessidade de priorizar e otimizar os gastos públicos.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir o candidato ao apresentar medidas que podem ser válidas em outros contextos, mas que não atacam diretamente o problema do aumento das despesas com benefícios sociais em um cenário de crise. A alternativa C, por exemplo, parece uma medida socialmente responsável, mas a criação de um novo programa de transferência de renda aumentaria as despesas, não as mitigaria. A alternativa D é a única que propõe uma revisão e priorização dos gastos, que é a medida mais direta e eficaz para controlar o aumento das despesas.
PEGA ESSA DICA!
Em questões sobre gestão de despesas públicas em cenário de crise, procure a alternativa que proponha revisão, priorização e otimização dos gastos, em vez de medidas que aumentem a arrecadação ou criem novos programas. A LRF exige que o gestor público atue com responsabilidade fiscal, priorizando os serviços essenciais e cortando gastos não prioritários.