Questão de Economia — História Econômica e Economia Contemporânea — CESPE / CEBRASPE 2025
Economia›História Econômica e Economia Contemporânea
Código
ce214555
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista em Finanças Públicas - Especialidade: Econômico-Financeira
Em relação ao processo de substituição de importações no Brasil, assinale a opção correta.
AOs carros nacionais eram verdadeiras “carroças” na década de 1980, e o baixo desenvolvimento tecnológico estava associado ao processo inflacionário do período e não ao protecionismo excessivo.
BNo caso das economias centrais, as exportações eram um componente importante e dinâmico da formação da renda nacional, tendo sido uma variável exclusiva no crescimento econômico.
CO setor agrícola exportador era suficiente para conferir um dinamismo próprio à atividade interna, o que estimulava o progresso tecnológico.
DO processo substitutivo de importações foi essencial para a promoção da eficiência e da competitividade da indústria nacional.
EA Instrução n.º 70 da Superintendência da Moeda e do Crédito (SUMOC) definiu taxas múltiplas de câmbio, leilões cambiais e monopólio cambial do Banco do Brasil para o combate à crise cambial e o estímulo à indústria nacional.
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GabaritoE — A Instrução n.º 70 da Superintendência da Moeda e do Crédito (SUMOC) definiu taxas múltiplas de câmbio, leilões cambiais e monopólio cambial do Banco do Brasil para o combate à crise cambial e o estímulo à indústria nacional.
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Substituição de importações no Brasil
Gabarito: letra E. A Instrução n.º 70 da SUMOC, de 1953, criou o sistema de taxas múltiplas de câmbio com leilões de divisas e monopólio cambial do Banco do Brasil, visando enfrentar a crise cambial e, ao mesmo tempo, estimular setores industriais por meio de taxas favorecidas para importação de bens de capital e insumos. Essa foi uma peça central da política de substituição de importações, que protegia a indústria nascente e racionava divisas escassas.
SE LIGUE NESSA!
A fundamentação histórica da alternativa E é amplamente aceita na literatura econômica brasileira. Como o contexto fornecido não traz o texto literal da instrução, a confiança é moderada.
1Proteção à indústria nascente
2Taxas múltiplas de câmbio (SUMOC 70)
3Leilões de divisas
4Monopólio cambial do BB
5Racionamento de divisas
6Baixa competitividade e ineficiência
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A afirmação de que os carros nacionais eram "carroças" nos anos 1980 e que o baixo desenvolvimento tecnológico se devia à inflação, e não ao protecionismo, inverte a causalidade. O excessivo protecionismo do modelo de substituição de importações gerou ineficiência produtiva e baixo incentivo à inovação, problemas que se tornaram evidentes quando a abertura comercial foi implementada.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Nas economias centrais, as exportações eram importantes para a demanda agregada, mas não eram uma variável exclusiva no crescimento econômico. O crescimento dependia também do consumo interno, investimento e gasto governo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O setor agrícola exportador, por si só, não conferia dinamismo próprio à atividade interna nem estimulava o progresso tecnológico de forma ampla. Pelo contrário, o modelo de substituição de importações buscava justamente superar a dependência de produtos primários.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O processo substitutivo de importações não foi essencial para a promoção da eficiência e competitividade; ao contrário, criou uma indústria protegida, com baixa produtividade e pouca concorrência externa. A eficiência e competitividade só foram buscadas com a abertura comercial pós-1990.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A Instrução n.º 70 da SUMOC (Superintendência da Moeda e do Crédito) estabeleceu, em 1953, um regime de taxas múltiplas de câmbio, com leilões de divisas e monopólio cambial do Banco do Brasil. Essa medida visava combater a crise cambial, racionar as escassas divisas e, simultaneamente, estimular a industrialização por meio de taxas diferenciadas para importações consideradas prioritárias (máquinas e insumos). É um marco da política de substituição de importações.