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Questão de Legislação Estadual — Legislação do Estado do Mato Grosso do Sul — CESPE / CEBRASPE 2025

Legislação EstadualLegislação do Estado do Mato Grosso do Sul
Código
ce216007
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TCE-MS
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista de Controle Externo - Área: Direito
José, servidor não concursado e ocupante de cargo em comissão no TCE/MS há dois anos, apresentou pedido de licença para tratar de interesses particulares.Considerando a situação hipotética apresentada, assinale a opção correta com base no disposto na Lei Estadual n.º 1.102/1990 (Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado do Mato Grosso do Sul).
  1. AÉ admissível a concessão de licença a José, desde que não ultrapasse o prazo máximo de 30 dias, prorrogáveis por igual período.
  2. BA conduta de José está de acordo com a legislação, pois todos os servidores, efetivos ou comissionados, têm direito a licença para tratar de assuntos particulares.
  3. CA concessão de licença a José é possível, mas somente após três anos de efetivo exercício no cargo comissionado.
  4. DA concessão de licença a José é possível apenas se houver autorização expressa do presidente do tribunal, mesmo sem previsão legal.
  5. EA referida lei veda expressamente a concessão de licença para o tratamento de interesses particulares a servidor que ocupe exclusivamente cargo em comissão.
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GabaritoE — A referida lei veda expressamente a concessão de licença para o tratamento de interesses particulares a servidor que ocupe exclusivamente cargo em comissão.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Licença para interesses particulares – Servidor em comissão no TCE/MS

Gabarito: letra E. A Lei Estadual n.º 1.102/1990 veda expressamente a concessão de licença para tratamento de interesses particulares ao servidor que ocupe exclusivamente cargo em comissão. José, por ser ocupante de cargo em comissão há dois anos, não faz jus a essa licença.

A banca testa o conhecimento sobre o regime jurídico dos servidores públicos estaduais, especificamente as hipóteses de licença. A regra geral nos estatutos é que a licença para interesses particulares é concedida apenas a servidores efetivos (estáveis ou não), após certo período de exercício. O ocupante exclusivamente de cargo em comissão, por ser de livre nomeação e exoneração, não tem direito a essa licença.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a licença seria admissível a José, com prazo máximo de 30 dias prorrogáveis. A lei estadual não concede essa licença a servidor comissionado; além disso, o prazo típico para licença de interesses particulares costuma ser de até 3 anos, e não 30 dias.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Sustenta que todos os servidores, efetivos ou comissionados, têm direito à licença para assuntos particulares. A assertiva generaliza indevidamente: a lei veda a licença para quem ocupa exclusivamente cargo em comissão. Apenas servidores efetivos (concursados) podem requerê-la.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Alega que a licença seria possível após três anos de efetivo exercício no cargo comissionado. O tempo de exercício não transforma o cargo em comissão em efetivo; a vedação permanece. Além disso, não há previsão de aquisição de direito à licença por decurso de prazo em cargo comissionado.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Diz que a licença poderia ser concedida por autorização expressa do presidente do tribunal, mesmo sem previsão legal. A administração pública rege-se pelo princípio da legalidade estrita; a licença deve estar prevista em lei, não podendo ser criada por ato administrativo discricionário.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A Lei Estadual n.º 1.102/1990 veda expressamente a concessão de licença para tratamento de interesses particulares a servidor que ocupe exclusivamente cargo em comissão. José, ocupante de cargo em comissão no TCE/MS, não pode obter essa licença. A alternativa está correta.

NÃO CAIA NESSA!

A alternativa B é a típica armadilha: usa o termo “todos os servidores” para induzir o candidato a pensar que o direito é universal. Lembre-se: cargo em comissão não gera direito à licença para interesses particulares – é uma das exceções mais cobradas nos estatutos.

Gabarito: letra E

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