Auditor de Controle Externo - Área: Ciências Contábeis
Caso se identifiquem, em auditoria, máquinas em uso não registradas e gastos de manutenção capitalizados como melhorias sem comprovação de benefícios econômicos futuros, os procedimentos adequados para o tratamento de ativos ocultos e capitalizações indevidas consistem em
Amanter contas inalteradas por ausência de plaquetas de tombamento e registrar ressalva por limitação de escopo, além de conciliar o sistema de gestão de ativos.
Binventariar o cadastro, comprovar propriedade e data de entrada, reclassificar gastos não elegíveis, recalcular depreciação e avaliar recuperabilidade.
Cfocar testes analíticos da razão imobilizado/receita e aceitar valores se a tendência histórica estiver estável.
Dinventariar fisicamente os bens, aceitar capitalizações antigas e ajustar a depreciação acumulada remanescente a um percentual padrão da empresa.
Esolicitar declaração da administração, manter capitalizações e divulgar nota explicativa sobre incertezas futuras para o conselho fiscal.
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GabaritoB — inventariar o cadastro, comprovar propriedade e data de entrada, reclassificar gastos não elegíveis, recalcular depreciação e avaliar recuperabilidade.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Tratamento de ativos ocultos e capitalizações indevidas em auditoria
Gabarito: letra B. Diante de máquinas não registradas (ativos ocultos) e gastos de manutenção capitalizados sem comprovação de benefícios futuros, o procedimento correto é inventariar os bens, comprovar propriedade e data de entrada, reclassificar os gastos não elegíveis como despesa, recalcular a depreciação acumulada e avaliar a recuperabilidade dos valores (teste de impairment). Essa sequência está alinhada com as normas de reconhecimento e mensuração do ativo imobilizado (NBC TSP 07, itens 22 e seguintes; CPC 27 / NBC TG 27) e com as práticas de auditoria para correção de erros.
A banca testa o conhecimento sobre o tratamento de distorções contábeis: ativos ocultos exigem reconhecimento retrospectivo (ajuste no momento da descoberta), enquanto capitalizações indevidas devem ser revertidas, pois gastos de manutenção rotineira não geram benefícios econômicos futuros e, portanto, não se qualificam como ativo.
1Inventariar cadastro
2Comprovar propriedade e data
3Reclassificar gastos não elegíveis
4Recalcular depreciação
5Avaliar recuperabilidade (impairment)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que se deve "manter contas inalteradas por ausência de plaquetas de tombamento" e apenas "registrar ressalva por limitação de escopo". Isso contraria o princípio da competência e a obrigatoriedade de corrigir distorções materiais. A falta de plaqueta não impede o registro contábil – o bem deve ser reconhecido assim que identificado, independentemente de controles administrativos.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A descrição corresponde exatamente ao fluxo esperado: (1) inventariar o cadastro para localizar os bens não registrados; (2) comprovar propriedade e data de entrada para definir o momento inicial do reconhecimento; (3) reclassificar gastos não elegíveis (manutenção) para despesa do período; (4) recalcular a depreciação desde a data correta de aquisição/entrada em uso; e (5) avaliar a recuperabilidade (impairment) dos ativos remanescentes, conforme exige a NBC TSP 07 ou o CPC 27. Essa sequência assegura que o ativo imobilizado reflita a realidade econômica.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Sugere focar apenas em testes analíticos (razão imobilizado/receita) e aceitar os valores se a tendência histórica estiver estável. Testes analíticos podem indicar anomalias, mas não substituem a correção direta dos registros. A mera aceitação por tendência histórica ignora a existência de ativos ocultos e capitalizações indevidas, que devem ser ajustados individualmente.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Propõe inventariar fisicamente, mas "aceitar capitalizações antigas e ajustar a depreciação a um percentual padrão da empresa". Aceitar capitalizações indevidas sem reclassificar viola o conceito de ativo. Ajustar a depreciação por percentual padrão (taxa única) é arbitrário e não reflete a vida útil econômica de cada bem. O correto é recalcular a depreciação específica para cada item e reverter a capitalização indevida.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Indica "solicitar declaração da administração, manter capitalizações e divulgar nota explicativa". A declaração da administração é um procedimento de auditoria, mas não substitui os ajustes contábeis. Manter as capitalizações indevidas distorce o patrimônio; a mera nota explicativa não sana a irregularidade. A correção deve ser efetuada nos registros, não apenas divulgada.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a tendência de o candidato optar por uma solução mais simples ou baseada em controles administrativos (plaquetas, declarações), quando o correto é o ajuste contábil completo. Lembre-se: ativos ocultos e capitalizações indevidas exigem reconhecimento, reclassificação e recalculo – não podem ser ignorados ou apenas divulgados.
MNEMÔNICO
É Ela, A ANA!
ÉEscrituração (Escrituração Contábil)AAnálise das Demonstrações Contábeis/FinanceirasANAAuditoria. (As técnicas contábeis são conjuntos de procedimentos que registram, lançam e analisam fatos contábeis.)