Auditor de Controle Externo - Área: Ciências Contábeis
Uma entidade possui um equipamento industrial com 5 anos de uso, vida útil remanescente estimada em 10 anos e valor contábil líquido atual de R$ 145 mil. A entidade estima que, no restante de vida útil desse equipamento, ele será capaz de produzir 1 milhão de unidades, com ganho de R$ 0,13 por unidade produzida, a valores atuais. O valor de mercado desse equipamento é de R$ 150 mil, e, caso a entidade deseje vende-lo, ela terá de pagar uma comissão de 3% ao vendedor.Nessas condições, considerado o valor realizável líquido do equipamento, o valor da provisão requerida para fins de contabilização pela entidade é igual a
Azero.
BR$ 0,5 mil.
CR$ 1,0 mil.
DR$ 5,0 mil.
ER$ 15,0 mil.
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GabaritoA — zero.
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Impairment – Teste de Recuperabilidade de Ativos
Gabarito: letra A. O valor contábil líquido do equipamento (R$ 145.000) é inferior ao valor recuperável (R$ 145.500), portanto não há necessidade de reconhecer provisão para perda (impairment). O valor recuperável é o maior entre o valor justo líquido de despesas de venda (R$ 150.000 – 3% = R$ 145.500) e o valor em uso (1.000.000 unidades × R$ 0,13 = R$ 130.000).
A banca cobra o entendimento do CPC 01 (IAS 36): o ativo deve ser testado sempre que houver indicação de que seu valor contábil pode não ser recuperável. O valor recuperável é o maior entre:
Valor justo líquido de despesas de venda; e
Valor em uso (fluxos de caixa futuros descontados).
A provisão (impairment) só é registrada se o valor contábil líquido for maior que o valor recuperável.
1Valor contábil líquido: R$ 145.000
2Valor recuperável = maior entre:
3Valor justo líquido: R$ 145.500
4Valor em uso: R$ 130.000
5Contábil (145.000) < Recuperável (145.500)
6[-] Nenhuma provisão (zero)
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O valor recuperável calculado é R$ 145.500 (maior entre R$ 145.500 e R$ 130.000). Como o valor contábil (R$ 145.000) é menor, não há perda. Provisão = zero.
Alternativa B — ❌ Incorreta
R$ 0,5 mil = R$ 500. Esse valor corresponde à diferença entre o valor justo líquido (145.500) e o valor contábil (145.000), mas como o valor contábil não supera o valor recuperável, não há impairment. A provisão seria igual a essa diferença apenas se o valor contábil fosse maior; aqui é menor, logo a provisão é zero.
Alternativa C — ❌ Incorreta
R$ 1,0 mil = R$ 1.000. Não há base para esse valor. Pode ser resultado de erro na dedução da comissão (3% de R$ 150.000 = R$ 4.500; confundir com 3% de R$ 145.000 resultaria em R$ 4.350, diferença de R$ 150 não dá R$ 1.000). Nenhum cálculo correto leva a R$ 1.000.
Alternativa D — ❌ Incorreta
R$ 5,0 mil = R$ 5.000. Esse valor surge se o candidato usar o valor justo bruto (R$ 150.000) e comparar com o valor contábil (R$ 145.000), ignorando a despesa de venda (comissão de 3% = R$ 4.500). Porém, o valor realizável líquido é o valor justo menos despesas de venda = R$ 145.500. A diferença entre R$ 150.000 e R$ 145.000 é R$ 5.000, mas não representa provisão correta.
Alternativa E — ❌ Incorreta
R$ 15,0 mil = R$ 15.000. Esse valor corresponde à diferença entre o valor contábil (R$ 145.000) e o valor em uso (R$ 130.000). O candidato que considera apenas o valor em uso (menor) acredita erroneamente que há perda de R$ 15.000. Porém, o valor recuperável é o maior entre valor em uso e valor justo líquido – portanto o valor em uso é descartado.
NÃO CAIA NESSA!
No teste de impairment, o valor recuperável é sempre o maior entre dois valores. Se o valor contábil for inferior a esse maior, não há provisão. A pegadinha clássica é usar o valor em uso sozinho ou esquecer de deduzir as despesas de venda do valor justo.