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Questão de Português — Sintaxe — CESPE / CEBRASPE 2025

PortuguêsSintaxe
Código
ce221702
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
UERR
Ano
2025
Nível
Médio
Cargo
Vestibular
Texto 1A1


   Os melhores arquitetos do mundo nunca se sentaram num banco de escola, muito menos leram um livro, não fazem a menor ideia de quem seja Oscar Niemeyer ou Lucio Costa. Os mais incríveis arquitetos da Terra fazem arquitetura muito antes de os indígenas amazônicos montarem seus tapiris no meio da selva ou dos esquimós esculpirem seus iglus no deserto de gelo.

     Animais de variadas espécies já nascem com a arquitetura escrita no corpo. Mamíferos, aves, insetos (e até protozoários) constroem seus abrigos com a matéria-prima que a natureza circundante lhes oferece. Tudo com economia, resistência, conforto, proteção e, aos olhos humanos, beleza.

      Uma das primeiras arquiteturas de bicho que a criança descobre é a teia de aranha. Mal sabe ela que aqueles fios aparentemente frágeis têm, proporcionalmente, uma resistência e uma elasticidade muito maior do que a do aço, o material de construção mais resistente que o homem já descobriu.

      Os arquitetos da natureza não padecem do mal humano de construir moradias-ostentação, muito mais para exibir do que para morar. Tudo na arquitetura animal tem uma razão funcional. E o espetáculo da forma se casa perfeitamente com a utilidade da função, sem disfarce.


Conceição Freitas. Os mais incríveis arquitetos do mundo não sabem ler nem escrever. In: Metrópoles. 19/02/2025. Internet: <www.metropoles.com/colunas> (com adaptações). 
No texto 1A1, as expressões “seus tapiris” e “seus iglus” (último período do primeiro parágrafo) funcionam sintaticamente como
  1. Aadjuntos adnominais.
  2. Bcomplementos nominais.
  3. Ccomplementos de formas verbais diferentes.
  4. Dsujeito das orações em que se inserem.
  5. Ecomplementos de uma mesma forma verbal.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — complementos de formas verbais diferentes.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Função sintática de "seus tapiris" e "seus iglus"

Gabarito: C. As expressões "seus tapiris" e "seus iglus" funcionam como complementos de formas verbais diferentes — respectivamente, objeto direto de "montarem" (verbo montar) e objeto direto de "esculpirem" (verbo esculpir).

"…muito antes de os indígenas amazônicos montarem seus tapiris no meio da selva ou dos esquimós esculpirem seus iglus no deserto de gelo."

No trecho, cada expressão completa o sentido de um verbo distinto: "montarem" e "esculpirem". Ambas são complementos verbais (objetos diretos), e não adjuntos adnominais, complementos nominais, sujeitos ou complementos de um mesmo verbo.

Análise das alternativas

  • Alternativa A — ❌ Incorreta. "Adjuntos adnominais" são termos que modificam substantivos; aqui, "seus tapiris" e "seus iglus" são objetos diretos dos verbos, não adjuntos adnominais.

  • Alternativa B — ❌ Incorreta. "Complementos nominais" completam nomes (substantivos, adjetivos, advérbios). As expressões completam verbos, não nomes.

  • Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO. Cada expressão é complemento direto de verbos diferentes ("montarem" e "esculpirem"), conforme evidenciado pela estrutura oracional.

  • Alternativa D — ❌ Incorreta. O sujeito de "montarem" é "os indígenas amazônicos"; o de "esculpirem" é "os esquimós". "Seus tapiris" e "seus iglus" são objetos, não sujeitos.

  • Alternativa E — ❌ Incorreta. As formas verbais são diferentes ("montarem" e "esculpirem"), logo não são complementos de uma mesma forma verbal.

PEGA ESSA DICA!

Para identificar a função sintática, localize o verbo e pergunte “o quê?” após ele. Se a resposta for o termo, trata-se de objeto direto. Compare os verbos: se forem distintos, a alternativa com “mesma forma verbal” (E) estará errada.

NÃO CAIA NESSA!

Sujeito nunca tem preposição

Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.

— Sintaxe — identificação do sujeito

Gabarito: letra C.

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