Questão de História — História do Brasil — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce222029
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- UNB
- Ano
- 2025
- Nível
- Médio
- Cargo
- Vestibular Indígena
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: ❌ ERRADO. A afirmação contém múltiplos equívocos históricos: a transição foi gradual e negociada, não súbita; a Constituição de 1988 foi o coroamento do processo, não o anúncio; Ernesto Geisel não foi o último presidente militar – quem o foi foi João Figueiredo; e a estratégia de Geisel era de abertura "lenta, gradual e segura", oposta ao que a assertiva descreve.
A redemocratização brasileira foi um processo negociado, iniciado ainda durante o governo de Ernesto Geisel (1974-1979), que promoveu uma "distensão" controlada. Seu sucessor, João Figueiredo (1979-1985), deu continuidade à abertura, que culminou na eleição indireta de Tancredo Neves (1985) e, posteriormente, na promulgação da Constituição de 1988. Portanto:
Transição súbita e rápida? Não. A abertura foi lenta, gradual e segura, conforme planejado pelo próprio regime.
Anunciada pela CF/88? A Constituição consolidou a redemocratização, mas o processo já estava em curso há mais de uma década.
Geisel, último general? Não. O último presidente militar foi João Figueiredo (1979-1985).
Período | Presidente | Caráter do processo |
|---|---|---|
1974-1979 | Ernesto Geisel | Distensão "lenta, gradual e segura" |
1979-1985 | João Figueiredo | Abertura política acelerada, mas ainda controlada |
1985-1990 | José Sarney (civil) | Transição consolidada; convocação da Constituinte |
A assertiva erra ao descrever a transição como súbita e rápida, ao atribuir a previsão do caráter veloz a Geisel e ao indicá-lo como último presidente general. A historiografia é pacífica ao apontar a gradualidade do processo e o papel de Figueiredo como último general-presidente.
❌ ERRADO
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