Questão de História — História do Brasil — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce222033
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- UNB
- Ano
- 2025
- Nível
- Médio
- Cargo
- Vestibular Indígena
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: ❌ ERRADO. A afirmativa está incorreta. A exploração das minas de ouro no Brasil, especialmente no século XVIII, não dispensou o uso de mão de obra escrava; ao contrário, a mineração foi uma das atividades que mais demandaram escravos africanos, intensificando o tráfico para as regiões mineradoras.
O fragmento de Caio Prado Júnior destaca o "sentido" da colonização, que para ele era fornecer produtos ao mercado europeu com base no trabalho escravo. Esse sentido se manteve tanto na lavoura açucareira quanto na mineração. A assertiva tenta estabelecer uma falsa oposição: enquanto o açúcar usou escravos, o ouro teria dispensado. Historicamente, porém, a mineração também se estruturou sobre o braço escravo – fosse na extração direta do metal, no transporte, na alimentação dos trabalhadores ou nos serviços de apoio. As jazidas de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso atraíram milhares de escravos, e a Coroa portuguesa cobrava impostos (como o quinto) sobre o ouro extraído justamente porque sabia que a produção dependia da mão de obra cativa.
A banca explora uma ideia errônea de que a mineração, por ser atividade de “garimpagem” ou por ocorrer em áreas de povoamento mais livre, teria prescindido da escravidão. Na verdade, o ciclo do ouro expandiu a escravidão para o interior do Brasil, e os escravos eram maioria nas zonas mineradoras. Fique atento: toda grande atividade econômica colonial (açúcar, ouro, algodão, café) apoiou-se no trabalho escravo; a exceção foi a extração do pau-brasil nos primeiros anos, que usou escambo com indígenas.
❌ ERRADO.
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