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Questão de Português — Interpretação de Textos — CESPE / CEBRASPE 2025

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
ce222101
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
UNB
Ano
2025
Nível
Médio
Cargo
Vestibular Indígena
Para sempre Amazônias

Márcia Wayna Kambeba


Imagem da questão


Tradução da última estrofe:

Vem Amazônia

Vem grande rio

Vamos cantar nosso amor

Vamos falar com a alma terra

Hoje, hoje, hoje


Internet: <www.sescsp.org.br> (com adaptações).
Acerca do texto Para sempre Amazônias, julgue o próximo item.A forma como a última estrofe é expressa pode ser interpretada como um recurso literário de referência à ancestralidade da autora.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

A ancestralidade na última estrofe de "Para sempre Amazônias"

Gabarito: Certo (C). A forma como a última estrofe é expressa — o chamamento à Amazônia e ao rio, o convite a "falar com a alma terra" — pode, sim, ser interpretada como um recurso literário de referência à ancestralidade da autora. Essa leitura é uma inferência legítima, ancorada em pistas do próprio texto, e não uma extrapolação.

A questão pede uma interpretação (o verbo "pode ser interpretada"), ou seja, uma dedução baseada em pistas textuais, não uma informação explícita. A última estrofe diz:

"Vem Amazônia / Vem grande rio / Vamos cantar nosso amor / Vamos falar com a alma terra / Hoje, hoje, hoje"

Aqui, a autora personifica a Amazônia e o rio, tratando-os como entidades vivas com as quais se dialoga. O verso "Vamos falar com a alma terra" sugere uma conexão espiritual e afetiva com a terra, que remete à visão de mundo dos povos originários, para quem a terra não é um recurso, mas um ente com o qual se mantém um vínculo de pertencimento e memória. Essa relação com a terra é um traço marcante da ancestralidade indígena, da qual a autora, Márcia Wayna Kambeba, é porta-voz.

A repetição de "Hoje, hoje, hoje" reforça a presença viva dessa ancestralidade: o passado (os ancestrais) e o presente (o chamado) se encontram. Não se trata de uma referência direta a "avós" ou "antepassados", mas de uma sugestão construída pela linguagem figurada — e é exatamente isso que a alternativa afirma: "pode ser interpretada como um recurso literário de referência à ancestralidade".

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta fazer o candidato achar que a ancestralidade precisa estar explícita (ex.: "meus avós"). Mas a questão pede interpretação, e a pista está na personificação da terra e no diálogo com o rio — elementos que, no contexto da poesia indígena, remetem à ancestralidade.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de inferência, pergunte-se: "que pista o texto me dá?" A pista aqui é o tratamento da terra como "alma" — algo que só faz sentido se houver uma visão de mundo que valoriza a conexão com a natureza, típica das culturas ancestrais.

Conclusão: a afirmativa está correta, pois a leitura proposta é uma inferência válida, sustentada pela linguagem figurada da estrofe. Gabarito: Certo (C).

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