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Questão de Português — Interpretação de Textos — CESPE / CEBRASPE 2025

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
ce222118
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
UNB
Ano
2025
Nível
Médio
Cargo
Vestibular Indígena
Na obra Cândido ou o otimismo (1759), do escritor francês Voltaire (1694-1778), Cacambo é o indígena que guia o protagonista Cândido pelo Eldorado (um lugar lendário e utópico no Novo Mundo). Dez anos depois (1769), Cacambo reaparece no poema épico O Uraguai, do poeta árcade brasileiro Basílio da Gama. Em 1904, o narrador do romance Esaú e Jacó, de Machado de Assis, no trecho transcrito, faz referência a esses dois personagens e a seus autores.Considerando essas informações, julgue o item a seguir, referente ao texto de Machado de Assis.Quando o narrador afirma que “Cacambo é dele, mais dele que teu”, pode-se inferir que o personagem Cacambo, criação de Voltaire anterior à de Basílio da Gama, reflete ironicamente a condição periférica do Brasil Colônia em relação à literatura das potências europeias no século XVIII.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
SE LIGUE NESSA!

O texto-base (trecho de Esaú e Jacó) não foi disponibilizado nesta questão. A análise apoia-se no enunciado e no gabarito oficial (C). A confiança no veredito é reduzida; foque no método.

Análise do item — ✅ CERTO (Gabarito oficial)

O item afirma que, ao dizer “Cacambo é dele, mais dele que teu”, o narrador permite inferir uma ironia sobre a condição periférica do Brasil Colônia em relação à literatura europeia. A inferência é sustentada pelos dados do enunciado: Cacambo foi criado por Voltaire (francês, século XVIII) e depois reaproveitado por Basílio da Gama (brasileiro, mesmo século). O pronome “dele” (Voltaire) contrasta com “teu” (interlocutor, possivelmente Basílio da Gama ou o leitor brasileiro), sugerindo que a origem europeia é mais legítima. O tom irônico é típico de Machado de Assis, que frequentemente criticava a dependência cultural do Brasil. Assim, dentro do contexto literário e histórico, a dedução é válida.

Conclusão:CERTO – A inferência está de acordo com as informações fornecidas e com a ironia machadiana.

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