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Questão de Português — Interpretação de Textos — CESPE / CEBRASPE 2025

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
ce222192
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
UNIFAL-MG
Ano
2025
Nível
Médio
Cargo
Vestibular
O problema é precisamente que nenhum coração malvado, um fenômeno relativamente raro, é necessário para causar um grande mal. Por isso, em termos kantianos, precisaríamos da filosofia, o exercício da razão como a faculdade do pensamento, para impedir o mal.Hannah Arendt. Responsabilidade e julgamento. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, p. 232.A partir do texto precedente, é possível inferir que
  1. Aa ideia kantiana de razão como facultativa diante do fenômeno do mal pode ser compreendida como uma perspectiva filosófica que valoriza o pensamento fenomenológico.
  2. Ba ideia kantiana para impedir o mal pode ser compreendida como uma perspectiva filosófica que valoriza o pensamento racional.
  3. Co conceito kantiano de mal radical só pode ser elaborado pela filosofia, e sua perspectiva filosófica valoriza o pensamento idealista ao propor a ideia de bem contra o mal.
  4. Da noção kantiana de que um coração malvado é um fenômeno relativamente raro pode ser compreendida como uma perspectiva filosófica que valoriza a raridade do pensamento.
  5. Eo conceito kantiano de filosofia como impedimento para o mal pode ser pensado como uma abordagem filosófica que valoriza a instrumentalidade da razão.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — a ideia kantiana para impedir o mal pode ser compreendida como uma perspectiva filosófica que valoriza o pensamento racional.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Inferência a partir do texto de Hannah Arendt

Gabarito: letra B. A inferência correta é que a ideia kantiana para impedir o mal valoriza o pensamento racional, pois o texto afirma que "precisaríamos da filosofia, o exercício da razão como a faculdade do pensamento, para impedir o mal". As demais alternativas introduzem conceitos ou contradizem o texto.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que a razão é "facultativa" (opcional), mas o texto diz "precisaríamos", indicando necessidade. Além disso, insere "pensamento fenomenológico", que não é mencionado. Erro: contradiz o texto (necessidade vs. facultativo) e extrapola com fenomenologia.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Perfeitamente alinhada: o texto afirma que, em termos kantianos, a filosofia (exercício da razão) é necessária para impedir o mal. Isso corresponde a valorizar o pensamento racional. A alternativa é uma paráfrase fiel.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Introduz "mal radical" e "pensamento idealista", conceitos que não constam no texto. O texto fala apenas de "coração malvado" como fenômeno raro. Também afirma que "só pode ser elaborado pela filosofia", o que é uma restrição não autorizada. Erro: extrapola e restringe indevidamente.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Foca na raridade do coração malvado e conclui que a perspectiva valoriza a raridade do pensamento – uma associação sem base no texto. O texto usa a raridade para destacar que mesmo sem coração malvado o mal ocorre, não para valorizar raridade de pensamento. Erro: extrapolação (associação inexistente).

Alternativa E — ❌ Incorreta

Substitui "exercício da razão" por "instrumentalidade da razão". O texto descreve a razão como faculdade do pensamento, não como mero instrumento. Embora a filosofia sirva para impedir o mal, o foco está no exercício racional, não na instrumentalidade. Erro: troca desloca o sentido original.

Gabarito: letra B

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