Inferência a partir do texto de Hannah Arendt
Gabarito: letra B. A inferência correta é que a ideia kantiana para impedir o mal valoriza o pensamento racional, pois o texto afirma que "precisaríamos da filosofia, o exercício da razão como a faculdade do pensamento, para impedir o mal". As demais alternativas introduzem conceitos ou contradizem o texto.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que a razão é "facultativa" (opcional), mas o texto diz "precisaríamos", indicando necessidade. Além disso, insere "pensamento fenomenológico", que não é mencionado. Erro: contradiz o texto (necessidade vs. facultativo) e extrapola com fenomenologia.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Perfeitamente alinhada: o texto afirma que, em termos kantianos, a filosofia (exercício da razão) é necessária para impedir o mal. Isso corresponde a valorizar o pensamento racional. A alternativa é uma paráfrase fiel.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Introduz "mal radical" e "pensamento idealista", conceitos que não constam no texto. O texto fala apenas de "coração malvado" como fenômeno raro. Também afirma que "só pode ser elaborado pela filosofia", o que é uma restrição não autorizada. Erro: extrapola e restringe indevidamente.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Foca na raridade do coração malvado e conclui que a perspectiva valoriza a raridade do pensamento – uma associação sem base no texto. O texto usa a raridade para destacar que mesmo sem coração malvado o mal ocorre, não para valorizar raridade de pensamento. Erro: extrapolação (associação inexistente).
Alternativa E — ❌ Incorreta
Substitui "exercício da razão" por "instrumentalidade da razão". O texto descreve a razão como faculdade do pensamento, não como mero instrumento. Embora a filosofia sirva para impedir o mal, o foco está no exercício racional, não na instrumentalidade. Erro: troca desloca o sentido original.
Gabarito: letra B