Questão de Banco de Dados — DER - Diagrama de Entidade e Relacionamento — CESPE / CEBRASPE 2025
Banco de Dados›DER - Diagrama de Entidade e Relacionamento
Código
ce222324
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
UNIVESP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Supervisor Pedagógico - Área de Atuação 2: Computação e Áreas Afins
A figura precedente consiste em um DER, que representa a modelagem de uma clínica médica na qual um mesmo médico pode realizar consulta com vários pacientes, sendo possível que o mesmo paciente se consulte com o mesmo médico mais de uma vez.A partir das informações apresentadas, é correto afirmar que, na transformação do diagrama para o modelo físico, CONSULTA
Adeve ser excluída, não gerando quaisquer modificações no modelo físico.
Bdeve ser transformada em uma entidade associativa.
Cdeve ser transformada no campo MÉDICO.
Ddeve ser transformada em dois campos, um campo MÉDICO e outro PACIENTE.
Edeve ser transformada no campo PACIENTE.
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GabaritoB — deve ser transformada em uma entidade associativa.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Modelagem de dados: relacionamento N:M e entidade associativa
Gabarito: letra B. No relacionamento muitos-para-muitos (N:M) entre MÉDICO e PACIENTE, o relacionamento CONSULTA deve ser transformado em uma entidade associativa (também chamada de entidade de ligação ou tabela de interseção) no modelo físico, pois o modelo relacional não representa diretamente relacionamentos N:M — é necessário criar uma tabela intermediária que armazene as chaves estrangeiras das duas entidades participantes. Essa é a regra clássica de transformação do modelo conceitual (DER) para o modelo lógico/físico (relacional).
O Diagrama Entidade-Relacionamento (DER) é a representação gráfica do Modelo Entidade-Relacionamento (MER), um modelo conceitual que descreve entidades, atributos e relacionamentos de forma independente de tecnologia. Quando o enunciado afirma que "um mesmo médico pode realizar consulta com vários pacientes, sendo possível que o mesmo paciente se consulte com o mesmo médico mais de uma vez", estamos diante de um relacionamento binário N:M (muitos-para-muitos): um médico se relaciona com vários pacientes e um paciente se relaciona com vários médicos.
O problema é que o modelo relacional (modelo lógico, que antecede o físico) não suporta diretamente relacionamentos N:M. Para representar essa cardinalidade, é necessário criar uma nova tabela — a entidade associativa — que terá como chave primária a composição das chaves primárias das duas entidades participantes (ou uma chave própria), e cada uma dessas chaves será também chave estrangeira referenciando as tabelas originais. Essa tabela intermediária é o que permite registrar cada consulta específica entre um médico e um paciente, inclusive as repetidas.
Vamos entender o porquê: se simplesmente adicionássemos um campo MÉDICO na tabela PACIENTE (ou vice-versa), não conseguiríamos representar a situação em que um paciente se consulta com vários médicos, nem as consultas repetidas com o mesmo médico. A entidade associativa resolve exatamente isso: cada linha da tabela CONSULTA representa uma ocorrência específica do relacionamento, podendo inclusive armazenar atributos próprios da consulta (como data, hora, diagnóstico).
A pegadinha desta questão está em confundir a transformação de um relacionamento N:M com a simples adição de campos de chave estrangeira. A banca explora o erro comum de achar que basta colocar a chave de uma entidade na outra, quando na verdade é preciso criar uma tabela própria para o relacionamento. Guarde a regra: relacionamento 1:N → chave estrangeira na entidade do lado "N"; relacionamento N:M → entidade associativa (tabela de ligação).
Alternativa A — ❌ Incorreta
Excluir o relacionamento CONSULTA eliminaria a informação de quais médicos atenderam quais pacientes — uma perda irreparável de dados. O relacionamento N:M não pode simplesmente desaparecer no modelo físico; ele precisa ser materializado em uma tabela. A alternativa contraria o princípio básico da modelagem: todo relacionamento do DER deve ter correspondência no modelo relacional.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a transformação correta. O relacionamento N:M entre MÉDICO e PACIENTE deve virar uma entidade associativa (tabela CONSULTA) no modelo físico. Essa tabela terá, no mínimo, os campos MÉDICO (chave estrangeira) e PACIENTE (chave estrangeira), e a combinação desses campos (ou uma chave própria) formará a chave primária. É exatamente o que permite registrar as múltiplas consultas entre os mesmos médico e paciente.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Transformar CONSULTA em um campo MÉDICO não faz sentido: o relacionamento não é um atributo de nenhuma das entidades. Além disso, adicionar um campo MÉDICO na tabela PACIENTE (ou vice-versa) só permitiria representar um relacionamento 1:N, não o N:M descrito no enunciado. Um paciente com vários médicos exigiria múltiplos campos ou violaria a primeira forma normal.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Transformar CONSULTA em dois campos (MÉDICO e PACIENTE) é uma aproximação, mas incompleta e tecnicamente imprecisa. Esses dois campos, na verdade, são as chaves estrangeiras que compõem a entidade associativa — mas a alternativa não menciona a criação da tabela própria. A entidade associativa não é apenas "dois campos", é uma nova relação (tabela) que os contém. Além disso, sem a tabela, não haveria onde armazenar atributos da própria consulta (data, hora, etc.).
Alternativa E — ❌ Incorreta
Transformar CONSULTA em um campo PACIENTE sofre do mesmo problema da alternativa C, mas no sentido inverso. Adicionar um campo PACIENTE na tabela MÉDICO limitaria o modelo a um relacionamento 1:N (um paciente por médico), contrariando diretamente o enunciado que afirma que um mesmo paciente pode se consultar com o mesmo médico mais de uma vez — o que exige uma estrutura que comporte múltiplas ocorrências.
PEGA ESSA DICA!
Na hora da prova, identifique a cardinalidade do relacionamento e aplique a regra de ouro: 1:N → chave estrangeira na entidade do lado N; N:M → entidade associativa (tabela de ligação). Se o enunciado mencionar que um mesmo registro pode se repetir (como "mais de uma vez"), é sinal claro de N:M e, portanto, de entidade associativa.