Questão de Matemática — Análise Combinatória em Matemática — CESPE / CEBRASPE 2025
Matemática›Análise Combinatória em Matemática
Código
ce222373
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
UNIVESP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Supervisor Pedagógico - Área de Atuação 4: Educação Matemática e Áreas Afins
Texto 4A1-I
Certo professor ministra aulas para uma turma de 8 alunos
e decidiu passar tarefas de casa por dez semanas consecutivas.
Para incentivar os estudantes a fazê-las, ele estabeleceu o
seguinte sistema de notas como parte da avaliação: a turma
começará com 100 pontos; a cada semana, o professor sorteará
aleatoriamente 4 estudantes; se nenhum dos estudantes sorteados
tiver feito a tarefa, a turma perde 8 pontos; se todos os estudantes
sorteados tiverem feito a tarefa, a turma ganha 12 pontos; se, ao
final, a turma alcançar mais que 100 pontos, a pontuação
excedente será aproveitada na nota de outra avaliação.
Considerando a situação hipotética apresentada no texto 4A1-I, assinale a opção na qual é apresentado o número de maneiras distintas que o professor poderá sortear os estudantes que terão seus cadernos vistoriados semanalmente.
A32
B70
C80
D210
E6.720
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GabaritoB — 70
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Resolução
Gabarito: letra B — a conta chega a 70 maneiras (alternativa B).
A ideia por trás
A análise combinatória estuda maneiras de contar agrupamentos. Quando a ordem dos elementos não importa, usamos combinação; quando importa, usamos arranjo. A combinação simples de n elementos tomados k a k é dada por C(n,k) = n! / (k!(n-k)!), que conta quantos subconjuntos de k elementos podemos formar. Nesta questão, sortear 4 estudantes entre 8 sem considerar a ordem é exatamente uma combinação, pois o grupo sorteado é o mesmo independentemente da sequência.
O que a questão dá
total de estudantes = 8
estudantes sorteados por semana = 4
O que queremos: o número de maneiras distintas de sortear 4 estudantes entre 8
Passo 1 — Identificar o tipo de contagem
Precisamos decidir se a ordem importa. No sorteio de um grupo, a ordem não importa: sortear A, B, C, D é o mesmo que D, C, B, A. Portanto, usamos combinação, não arranjo.
Por que esta fórmula: A combinação é a ferramenta certa quando queremos contar subconjuntos sem ordem. A fórmula é C(n,k) = n! / (k!(n-k)!).
De onde vem cada valor: = enunciado: total de estudantes = 8 · = enunciado: estudantes sorteados = 4
NÃO CAIA NESSA!
Usar arranjo (A_{8,4}) porque acha que a ordem importa, mas no sorteio de um grupo a ordem não faz diferença.
Passo 2 — Substituir os valores na fórmula
Com n=8 e k=4, substituímos na fórmula da combinação para calcular o número de grupos possíveis.
Por que esta fórmula: A fórmula da combinação já foi escolhida; agora basta aplicar os números.
De onde vem cada valor: = passo 1: total de estudantes · = passo 1: estudantes sorteados
NÃO CAIA NESSA!
Esquecer de subtrair no denominador: usar (8-4)! = 4!, mas errar ao escrever 4! no lugar de (8-4)!.
Passo 3 — Calcular o fatorial e simplificar
Precisamos simplificar a expressão para obter o número final. Expandimos os fatoriais e cancelamos termos comuns.
Por que esta fórmula: Expandir 8! até 4! permite cancelar com o 4! do denominador, simplificando o cálculo.
De onde vem cada valor: = passo 2: expansão de 8! até 4! · = passo 2: 4! no denominador
NÃO CAIA NESSA!
Não cancelar o 4! corretamente, resultando em contas maiores e erros.
Passo 4 — Efetuar a divisão final
Com a expressão simplificada, realizamos a multiplicação e divisão para obter o número de combinações.
Por que esta fórmula: Agora é aritmética básica: multiplicamos os números do numerador e dividimos pelo denominador.
De onde vem cada valor: = passo 3: 8765 · = passo 3: 4321
NÃO CAIA NESSA!
Errar a multiplicação (ex.: 87=56, 566=336, 336*5=1680) ou a divisão (1680/24=70).