Questão de Português — Crase — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce222500
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- ANM
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: Errado (E). A afirmação de que o emprego da crase em "cheirando a piche" é opcional está incorreta, pois a crase é proibida nesse contexto. A regra é clara: crase é a fusão da preposição "a" com o artigo "a" (ou com pronomes que começam com "a"). Antes de palavra masculina, não há artigo feminino, logo não há crase.
"…uns homens de blusão de couro trazem o carvão para dentro de casa em sacos robustos, cheirando a piche…"
O verbo "cheirar", no sentido de "exalar odor de", rege a preposição "a" (cheirar a algo). Já "piche" é um substantivo masculino. Temos, portanto, apenas a preposição "a" + um termo masculino, sem artigo — cenário em que a crase jamais ocorre. Se houvesse um núcleo feminino, como "cheirando a gasolina", aí sim a crase seria obrigatória (preposição "a" + artigo "a" = à). Mas com palavra masculina, o acento grave é inadmissível.
Ao julgar a possibilidade de crase, sempre verifique o gênero da palavra seguinte. Se for masculina, descarte a crase automaticamente (a menos que seja pronome demonstrativo "aquele" etc., que exige análise adicional).
Conclusão: O item afirma que o uso da crase é opcional — ou seja, que tanto faz escrever "a piche" ou "à piche". Isso é falso, pois a única forma correta é sem o acento grave. A banca usou a clássica armadilha de sugerir que a crase seria facultativa diante de uma palavra que parece feminina (piche termina em "e", mas é masculino). Na verdade, a crase é proibida. Portanto, a resposta é Errado.
Cara a cara não tem crase, isto é fácil de guardar; com palavra repetida não se deve 'crasear'
Em expressões com palavra feminina repetida (cara a cara, gota a gota, frente a frente, dia a dia) NÃO se usa crase.
— Crase — palavras repetidas
Gabarito: letra E.
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