Questão de Português — Sintaxe — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce222783
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- EMBRAPA
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: E (Errado). A afirmação é incorreta porque a sequência “Que estúpido da minha parte” não funciona como sujeito da oração “não ter pensado nisso”, e o verbo “ter” está no infinitivo impessoal, não flexionado na terceira pessoa do singular.
A passagem mencionada está no sétimo parágrafo (não no oitavo):
“Thomas H. Huxley teria exclamado depois de ler A Origem das Espécies: “Que estúpido da minha parte não ter pensado nisso!”.”
Na estrutura exclamativa “Que estúpido da minha parte não ter pensado nisso!”, o constituinte “Que estúpido da minha parte” é uma expressão exclamativa que atua como predicativo (qualificação de um sujeito oculto). O sujeito da oração infinitiva “não ter pensado nisso” é oculto (primeira pessoa do singular: “eu” – “da minha parte” indica posse, não sujeito). Portanto, não há relação de sujeito entre a expressão e o infinitivo.
Além disso, o verbo “ter” está no infinitivo impessoal – forma não flexionada que não se conjuga em pessoa ou número. O item alega que a flexão na terceira pessoa do singular se justifica, mas não há flexão: “ter” é invariável nesse contexto. A flexão só ocorreria se o verbo estivesse em forma finita (ex.: “teve”, “tinha”).
Em estruturas exclamativas com “Que + adjetivo + de + possessivo + infinitivo”, o infinitivo tem sujeito próprio (geralmente o possessivo indica o agente). A expressão inicial é um complemento exclamativo ou predicativo, nunca o sujeito.
Assim, a afirmação é falsa em ambos os aspectos: sintático (função de sujeito) e morfológico (flexão verbal).
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.
— Sintaxe — identificação do sujeito
Gabarito: E (Errado).
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